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domingo, 31 de outubro de 2010

BAIXA VISÃO

O que tenho vivênciado em relação a baixa visão como profissional em orientação e mobilidade é muito rico, a distancia do é que algumas vezes estabelecido entre o diagnóstico e prognóstico da atuação das pessoas com perdas visuais, o quanto a funcionalidade da visão não é levado em consideração, e como ela auxilia quando se trata da locomoção das pessoas com baixa e visão e cegas. A funcionalidade da visão é medida por percentagens mas deve ser apenas por isto e sim na verificação do quanto estes individuos utilizam o residuo que possuem.
A presença de alterações nas estruturas ou funções da visão coloca limitações à realização de atividades que envolvem este sentido. Todavia, o funcionamento visual não depende apenas das condições do respectivo sistema, decorrendo também de um processo interactivo com factores contextuais, passíveis de serem manipulados com vista a minimizar barreiras à actividade e à participação.A definição da chamada visão subnormal ou baixa visão ainda é controvertida em certos meios oftalmológicos.

Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), o pessoa com baixa visão tem acuidade visual inferior a 6/18 (0,3) no melhor olho, com a melhor correção possível, mas igual a melhor do que 3/60 (0,05) e a cegueira como qualquer valor de acuidade visual abaixo de 0,05 no melhor olho – para efeito de estudos epidemiológicos.

Ainda de acordo com a OMS, a prevalência da cegueira infantil seria de 0,8% da população, enquanto que a baixa visão poderia atingir entre 2%.

A noção de baixa visão surgiu logo depois da segunda guerra mundial, quando houve a necessidade de tratar inúmeros feridos que haviam perdido quase que totalmente a visão. E o "x" da questão estava justamente neste "quase", o que levou ao desenvolvimento de técnicas de tratamento e adaptação diferentes daquelas utilizadas para as pessoas cegas.

Em 1960 começou-se a falar em visão subnormal nos meios oftalmológicos brasileiros. Nos últimos 20 anos a especialidade vem ganhando espaço no Brasil, culminando com a criação, em 1995, da Sociedade Brasileira de Visão Subnormal e da Associação Panamericana de Baixa Visão.

O fator econômico está fortemente relacionado à etiologia da perda visual 15. Nos países em desenvolvimento, em especial os africanos e asiáticos, os agentes infecciosos são os principais causadores de doenças oculares.

A retinopatia da prematuridade está entre as primeiras causas de cegueira infantil, tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento. Naqueles, a melhor assistência neonatal permite a sobrevida de muitos recém-nascidos com baixo peso e prematuros, que formam o principal grupo de risco para a ocorrência da doença e suas complicações, apesar do acompanhamento periódico e intervenção imediata quando necessária. Nas duas cidades estudadas, e em outras cidades de países em desenvolvimento, a dificuldade para adequada assistência pré-natal, acompanhamentos periódicos e tratamento explicam a elevada ocorrência.

TIPOS DE BAIXA VISÃO

A acuidade visual das pessoas com baixa visão é muito variável; mas, em geral, baixa visão é definida como uma condição na qual a visão da pessoa não pode ser totalmente corrigida por óculos, interferindo com as atividades diárias, assim como a leitura e a condução. Baixa visão é mais comum entre os idosos, mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, como resultado de condições tais como degeneração macular, glaucoma, retinopatia diabética, ou catarata. Cada uma destas condições causas diferentes tipos de efeitos na visão da pessoa, no entanto, aqui estão algumas generalizações

DEGENERAÇÃO MACULAR

A mácula é perto do centro da retina, que é a área na parte posterior do olho. O processo de envelhecimento e o desbaste dos tecidos da mácula causa a forma mais comum de degeneração macular, a degeneração macular "seca". O resultado é uma perda gradual da visão. A degeneração macular "seca" ocorre quando os vasos sanguíneos anormais na parte posterior do olho começa a vazar sangue e fluidos com o característico borrão na parte central da visão, muitas vezes resultando em rápida perda de visão. Em ambos os casos, a região central da visão é a mais afetada, o que torna difícil ver objetos que a pessoa esteja olhando diretamente. As imagens abaixo são uma simulação do efeito de degeneração macular. O texto pode aparecer quebrados e pouco clareza.


Para uma melhor idéia do que é a degeneração macular, mantenha-se a sua mão cerca de 12 polegadas (cerca de 30 cm) de seus olhos, para que você não possa ver em ângulo reto e logo a sua frente, mas você pode ver as bordas em torno de sua mão. Agora, sem olhar para os lados, tente ler alguma coisa em sua visão periférica. Lembre-se de manter olhando direto para a sua mão! Este exercício mostra quão difícil pode ser para as pessoas com degeneração macular avançada. O problema não é tão acentuada para as pessoas com menor grau de degeneração macular, mas a idéia básica é a mesma.

GLAUCOMA

Glaucoma é causado por um aumento da pressão dentro do olho, o que provoca danos no nervo óptico. O resultado final é muitas vezes o oposto do efeito de degeneração macular: a perda da visão periférica e uma área central de visão borrada. Ele pode ser particularmente difícil para ler textos porque parece desbotada, bem como borrada. Algumas pessoas têm comparação dos efeitos do glaucoma a olhar para tudo através de um vidro embaçado.














RETINOPATIA DIABÉTICA

Um dos efeitos a longo prazo da diabetes pode ser a fuga dos vasos sanguíneos da retina, causando manchas escuras no campo de visão onde ocorrem os vazamentos. O texto pode aparecer borradas ou distorcidas nessas regiões.












CATARATA

Indivíduos com catarata têm áreas de opacidade na lente de seus olhos o que resulta em um efeito turva ou vago, especialmente na luz brilhante. O texto pode aparecer desbotado em segundo plano. Alto contraste é especialmente importante para as pessoas com catarata avançada.






O Brasil, com suas dimensões continentais e diferenças econômicas e culturais nos diversos estados, exige avaliação ampla sobre o tema para o estabelecimento de programas de prevenção das causas de comprometimento visual infantil. A OMS devem se utilizar de protocolo como forma de padronizar os conceitos e avaliações, pois, além da necessidade individual e comunitária, devido a sua obrigação ética a prevenção.

Farias N; Buchalla . A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da Organização Mundial da Saúde: Conceitos, Usos e Perspectivas.Rev. Bras. Epidemiol. 2005; 8(2):187-93.
Nakanami CR. O que é considerado baixa visão e cegueira do ponto de vista oftalmológico, educacional e legal. In Kara-Jose N; Rodrigues MLV. Saúde Ocular e Prevenção da Cegueira. Rio de Janeiro, Cultura Médica; 2009: 18-23.



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

TRANSPORTE COLETIVO identificação interna

A aprendizagem e uso da Orientação e Mobilidade pode trazer ao indivíduo muitos ganhos para sua qualidade e estilo de vida, desde sua fase infantil e até a adulta, com independência e segurança. Os benefícios que o movimento desencadeia no indivíduo com algum comprometimento visual vão para além daqueles de origem fisiológica, estética ou motora: raciocínio, afetividade, emoções, postura social e ética são igualmente conhecidos e assimilados com e no movimento, em suas diversas formas. O caminhar é, para aqueles que não apresentam uma deficiência motora impeditiva, um movimento natural no ser humano. Contudo, este movimento espontâneo nem sempre está presente de modo natural e simples porque, muitas vezes, a pessoa com deficiência visual pode encontrar-se desorientado e sem referências para a realização do mesmo ou, então, não ter o conhecimento desta possibilidade corporal e o desenvolvimento desta habilidade.
A perda da visão inibe os movimentos, atividades que antes um indivíduo realizava com simplicidade tem que ser reaprendidos. O trabalho de orientação e mobilidade vem contribuindo com este processo de reabilitação visando facilitar o uso do transporte para estas pessoas.


Estão sendo realizadas visitas periódicas a garagem da Empresa de ônibus em nosso município visando auxiliar na busca desta independência, facilitar para que a pessoa com deficiência recupere sua habilidade para entrar e sair do transporte coletivo com mais segurança e autonomia, devido a perda da visão algumas destas pessoas passaram e depender de suas famílias em atos simples que anteriormente realizam sozinhos com facilidade estão agora reaprendendo a faze-los.

Atividades como estas são possíveis somente com o transporte parado, a pesquisa dos bancos, dos locais onde solicita-se a parada, enfim saber onde segurar-se com mais segurança.








O processo de reabilitação destina-se às pessoas atingidas pela deficiência na idade jovem e adulta, deficientes que não tiveram oportunidades educacionais. Portanto ultrapassa os limites da medicina, uma vez que têm por finalidade a valorização do ser humano e de canalizar sua energia para a auto-suficiência e produtividade, ajudando a pessoa com deficiência a se ajudar, conhecer seu próprio potencial para usá-lo da melhor maneira e em seu próprio benefício.

domingo, 24 de outubro de 2010

POR UM TRANSPORTE ACESSÍVEL

Dentre as várias funções de um profissional em orientação e mobilidade, a questão da acessibilidade esta sempre presente, não tem como trabalhar a locomoção sem preocupar com as condições e como ela se dá, indiscutivelmente acessibilidade em todas as suas variedades estão presentes em nosso trabalho.

Quando falamos em acessibilidade, precisamos olhar para as pessoas, e entender o que significa o desenho arquitetônico, o planejamento da cidade. Há portanto vários desafios a serem vencidos, a atitudinal com certeza é a principal, além da arquitetônica e de comunicação. O desconhecimento sobre as pessoas com deficiências ainda é muito forte em todos os níveis. Quando se discutem meios de transportes para pessoas com deficiência á primeira coisa que vem a nossa mente é a imagem de uma pessoa em uma cadeira de rodas parada esperando interminavelmente a chegada de um transporte que seja adaptado, com piso rebaixado para entrada independente ou com dispositivo para a elevação da cadeira até o interior do veículo.

Poucos se lembram que o transporte precisa ser acessível às pessoas com outras deficiências, assim como uma pessoa em cadeira de rodas precisam se deslocar pelas cidades em busca de trabalho, estudo, lazer, também as pessoas com deficiência visual necessitam. Como é possível alguém com uma deficiência visual se deslocar com autonomia e rapidez utilizando-se dos meios de transporte público?

Em nosso município a luta pelo transporte acessível ás pessoas com deficiência visual vem desde o ano de 2004, estamos aguardando iniciativas. Alguns municípios criam estratégias para tentar contornar a falta de iniciativa dos órgãos responsáveis, são soluções que não permite a autonomia da pessoa com deficiência.

Jaú deve ser o primeiro município brasileiro a receber sistema pioneiro de sinalização eletrônica, que permite aos deficientes visuais ter acesso com autonomia no transporte coletivo.

O sistema é composto por um aparelho receptor, instalados nos ônibus, e um transmissor que fica com o usuário. O passageiro memoriza no aparelho o código da linha. Ao chegar ao ponto de ônibus, seleciona a linha desejada e o aparelho emite ondas de baixa freqüência com raio de 100 metros, possibilitando ao motorista receber sinal luminoso e sonoro e parar. Ao estacionar no ponto, uma gravação automática informa o número da linha repetidas vezes, até que o usuário embarque.

Esperamos que esse exemplo maravilhoso seja reproduzido em todos os municípios para que as pessoas com deficiência visual e idosas passem a utilizar o transporte público com autonomia e muito mais segurança.

domingo, 10 de outubro de 2010

FALTA DE INFORMAÇÃO, EDUCAÇÃO OU IGNORÂNCIA..... como podemos denominar

Em meu pouco tempo de experiência tenho vivenciado juntamente com as pessoas deficientes visuais com as quais trabalho, situações diversas em relação a falta de informação de pessoas que não sabem o que fazer e/ou como proceder ao abordar pessoas com deficiência visual. Com certeza é necessário todo um trabalho de informação e orientação a este respeito. Quero compartilhar aqui algumas das situações que ocorrem em nosso dia a dia.
Dentre muitas, a mais curiosa foi a ocorrida em nossa última aula. Caminhavamos na calçada próximo a um local que estava sendo reformado e a dona do estabelecimento, ouviu o toque da bengala que passava e gritou muito irritada e sem olhar quem era:
- você é cega? Para minha aluna.
Olhamos para traz e respondemos.
- sim é.
Sem ação a responsável pelo local pediu desculpas incansavelmente e prosseguimos nosso trajeto indignadas.

Um de meus alunos relatou também que ao visitar um parente, caminhando com um primo, segurando em seu ombro, passava por perto um bêbado que perguntou:
- o bar é aqui perto?
Com certeza imaginando que a pessoa deficiente apoiava no ombro por estar bêbada.

As vezes passamos por situações constrangedoras, como quando ao caminharmos pelo centro da cidade, pessoas oferecem dinheiro, somente pelo fato ver a pessoa com deficiência visual, ou oferecimento de curas milagrosas, endereço de igrejas que irão curá-los da deficiência. Ou comentários como:
- ela é cega? Sussurrando como se a pessoa não estivesse presente ou fosse surda.

O que mais me incomoda mesmo é quando estamos passando e um amigo ou conhecido e fala:
- quem sou eu?
- Você sabe meu nome?
Ou dizem - Ela conhece minha voz. Com persistencia.
Normalmente eu falo para a pessoa com deficiência: – diga que você esqueceu a bola de cristal em casa. Para que as pessoas tomem consciência que esta não é à melhor forma de abordar qualquer pessoa que seja.

Ocorre muito também no comércio quando a pessoa com deficiência vai fazer compra com um parente ou amigo e os atendentes despreparados da loja perguntam ao acompanhante e não a pessoa com deficiência o que ela deseja comprar, como se a pessoa com deficiência não estivesse presente ou não fosse capaz de dizer o que deseja.

Situações também muito degradáveis em relação à acessibilidade, quando placas são colocadas em locais inadequados, e os proprietários não compreendem quando tiramos obstáculos do caminho pelos quais passarmos. Um deficiente passou por situação bem constrangedora pela falta de consciência, informação e acessibilidade.

Recentemente li a notícia de que um jovem que registrou ocorrência policial, alegando ter sofrido constrangimento por sua condição de cadeirante. Segundo relata o universitário, o episódio aconteceu em uma casa noturna de Santa Maria, local onde outros tantos jovens iguais a ele freqüentam para se divertir. É inadmissível que casos como esse ainda venha macular nossa cidadania, ferindo direitos garantidos pela Constituição. É difícil aceitar que um jovem universitário tenha sido ‘gentilmente’ convidado a se retirar da pista de dança, pois sua cadeira – objeto imprescindível para sua locomoção - estaria ‘atrapalhando’ os demais. E eu pergunto: onde está o respeito? Onde está o bom senso? Quem responde pela igualdade de direitos e a tolerância pelas diferenças?

Imagine a dificuldade natural do dia a dia de alguém que tenha qualquer déficit de mobilidade em chegar onde quer e ter esta dificuldade ampliada por uma "Madame" ou seja lá quem for pois este sujeito colocou seu carro nos lugares reservados.
Aquelas vagas estão lá justamente para propiciar um mínimo de comodidade para quem tem dificuldades de locomoção, independente de estarem vazias ou não e seguem um princípio muito bem traduzido por Rui Barbosa... tratar com desigualdade os desiguais para que haja igualdade...

Durante muito tempo as pessoas com deficiência de uma forma geral foram considerados pessoas diferentes, incapacitadas, condenadas ao ostracismo e a uma vida sem atividades. Também foram discriminadas e colocadas à prova em suas habilidades. Atualmente, as dificuldades ainda existem, mas muitas pessoas têm trabalhado para reverter esta situação. Como exemplo disso, temos a Lei Federal 7853/1989, estipulando uma política nacional para integração das pessoas com deficiência. Temos também a Lei 11.133/2005.
Dependemos do auxílio e conciência de todos para esta situação mudar.

sábado, 9 de outubro de 2010

DIABETES INFANTIL: como detectar se a criança está com diabetes

Cerca de 10% da população brasileira sofre de diabetes. O diabetes é uma doença Até o momento incurável causada por uma deficiência de insulina que é um hormônio produzido pelo pâncreas. A insulina atua levando glicose do sangue para dentro das células, proporcionando energia para as atividades celulares.
A ausência total ou parcial da insulina causa deficiência no metabolismo, originando maior concentração de glicose no sangue, provocando reação inflamatória nas pequenas artérias degenerando suas terminações,comprometendo toda a circulação sanguínea que como conseqüência,diversos órgãos são atingidos. A doença ocorre em duas formas básicas:
tipo 1: que geralmente ocorre na infância ou adolescência, que representa entre 5% e 10% dos portadores.
tipo 2: manifestando em adultos, mas hoje em dia estamos vivendo uma epidemia com aumento expressivo da incidência do diabetes tipo 2 em crianças o que antes era raro de se desenvolver.
No diabetes (tipo1) ocorre ataques auto-imunes ou seja, o próprio organismo o ataca, promovendo a destruição das células do pâncreas ,que o torna incapaz de produzir insulina.
Além da predisposição genética para o desenvolvimento do diabetes,outros fatores também pode promover essa doença ,pois alguns cientistas encontraram sinais de enterovírus no tecido pancreático de crianças ,sendo que 60% das pesquisadas apresentavam diabetes( tipo 1) já em pessoas com tipo 2 da doença encontraram sinais de infecção do vírus nas células produtoras de insulina.
Essa pesquisa foi confirmada quando analisaram tecidos retirados em autópsia de 72 crianças que morreram menos de 12 meses após descobrirem a doença, e comparou com amostras retiradas de crianças que não apresentavam diabetes.
O diabetes tipo 1 pode ocorrer desde o nascimento ou até cerca dos 20 anos de idade e até mesmo no feto(intra uterino)devido a uma alimentação não balanceada feita pela mãe e predisposição genética.
O consumo exagerado de alimentos pouco saudáveis e industrializados tem levado crianças a obesidade e com apenas 10 anos já manifestando o DM (tipo 2). segundo a Organização Mundial de Saúde(OMS) 155 milhões de jovens estão obesas no mundo , no Brasil esse número cresceu nos últimos 20 anos com cerca de 240% de crianças com sobre peso, esse fato pode ser explicado devido a má alimentação. Algumas propagandas de salgadinhos, biscoitos recheados, refrigerantes industrializados e até mesmo as merendas escolares são fatores que induzem a obesidade infantil, principalmente a gordura visceral e abdominal,promovendo alterações metabólicas como por exemplo o diabetes tipo 2, que provoca por diversas formas e ). segundo a Organização Mundial de Saúde(OMS) 155 milhões de jovens estão obesas no mundo , no Brasil esse número cresceu nos últimos 20 anos com cerca de 240% de crianças com sobre peso, esse fato pode ser explicado devido a má alimentação. Algumas propagandas de salgadinhos, biscoitos recheados, refrigerantes industrializados e até mesmo as merendas escolares são fatores que induzem a obesidade infantil, principalmente a gordura visceral e abdominal,promovendo alterações metabólicas como por exemplo o diabetes tipo 2, que provoca por diversas formas e graus a resistência a insulina ,quando o pâncreas produz pouca insulina e se torna incapaz de transportar a glicose para as células .
Foram observadas 310 crianças de ambos os sexos com idades de 6 a 10 anos em escolas públicas de São Paulo na cidade de Lins, pode ser observado que os riscos para o diabetes tipo 2 estão presentes nas crianças com essa faixa etária.
Sabe-se que existem dois hormônios produzidos pelo tecido adiposo que está envolvido no aparecimento do diabetes, a resistina que diminui a ação da insulina e adiponectina que facilita a capacidade da insulina agir nas células.Pessoas obesas produzem níveis elevados de resistina e pouca adiponectina, levando ao possível diabetes melitos

Como detectar se a criança está com diabetes?

Se a criança passa a beber muita água e urina em demasia, estes sintomas não podem passar despercebidos. “Quando a criança tem por volta de cinco anos, os pais devem valorizar estes indícios. A perda de peso excessivo também é um sinal. O diabetes manifesta-se em silêncio”, alerta o endrocrinologista. Para detectar a doença, o pediatra da criança pode recomendar exames específicos.
O tipo 2 é silencioso podendo ter outros sintomas como cansaço, tontura, visão turva, câimbras e formigamentos.
Pode ocorrer:
Hiperglicemia: quando a glicose não é transformada em energia para as células e não é eliminada na urina ( neste caso a criança sentirá muita sede).
Hipoglicemia: a glicose não é transformada em energia; mas existe baixa glicose no sangue;pois ela é liberada do organismo através da urina(provocando tremores;suores taquicardia e falta de respostas a estímulos.

O tratamento não é difícil. A criança precisa de uma dieta rica em fibras e pobre em açúcar, com seis refeições ao dia. Para o controle diário do diabetes, os pais contam com o auxílio do glicocímetro, aparelho que faz a leitura e registra, no visor, o valor da glicemia — a quantia de glicose no sangue.

“Com uma picadinha na ponta do dedo, a criança molha com o sangue uma fitinha que é colocada no aparelho. Esta medida ajusta as doses necessárias de insulina. O controle é feito em média de duas a quatro vezes ao dia, dependendo do estágio da doença”, explica. “No Brasil, ainda não possuímos um índice alarmante. Podemos atingir altos índices se os maus hábitos alimentares, que crescem a cada dia, persistirem”, alerta o especialista.

Complicações

Como toda doença, o diabetes infantil também pode apresentar complicações. Dentre elas, há o problema agudo, que é a variação de glicemia. “A hiperglicemia — elevação da taxa de glicose no sangue — leva a criança a uma vontade absurda de beber água. Já a hipoglicemia – queda da taxa de glicose no sangue —, geralmente se apresenta em crianças superativas que queimam a glicose em demasia, causando tremores, deixando as mãos geladas e suadas e provocando confusão mental, mesmo durante o tratamento”, diz o médico.

As complicações crônicas estão ligadas à glicemia alta. “O paciente pode ter retinopatia progressiva (infecção na retina, globo ocular, que pode levar a cegueira) e apresentar também uma lesão que se manifesta de forma gradativa no rim. Além de pressão elevada, dor e sensibilidade nos pontos periféricos”, completa o dr. Calliari.

O consumo exagerado de alimentos pouco saudáveis e industrializados tem levado crianças a obesidade e com apenas 10 anos já manifestando o DM (tipo 2). Segundo a Organização Mundial de Saúde(OMS) 155 milhões de jovens estão obesas no mundo , no Brasil esse número cresceu nos últimos 20 anos com cerca de 240% de crianças com sobre peso, esse fato pode ser explicado devido a má alimentação. Algumas propagandas de salgadinhos, biscoitos recheados, refrigerantes industrializados e até mesmo as merendas escolares são fatores que induzem a obesidade infantil, principalmente a gordura visceral e abdominal,promovendo alterações metabólicas como por exemplo o diabetes tipo 2,que provoca por diversas formas e graus a resistência a insulina ,quando o pâncreas produz pouca insulina e se torna incapaz de transportar a glicose para as células .
Foram observadas 310 crianças de ambos os sexos com idades de 6 a 10 anos em escolas públicas de São Paulo na cidade de Lins, pode ser observado que os riscos para o diabetes tipo 2 estão presentes nas crianças com essa faixa etária.
Sabe-se que existem dois hormônios produzidos pelo tecido adiposo que está envolvido no aparecimento do diabetes, a resistina que diminui a ação da insulina e adiponectina que facilita a capacidade da insulina agir nas células.Pessoas obesas produzem níveis elevados de resistina e pouca adiponectina, levando ao possível diabetes melitos.

TRATAMENTO

Para portadores de diabetes tipo 1 é necessário aplicações diárias de insulina,o que varia de indivíduo, fazer uso de estilo de vida saudável,como uma dieta rica em fibras e pobre em açúcar.
No tipo 2,alguns medicamentos via oral podem aumentar a ação da insulina no organismo .
Pacientes em estágios mais avançados precisam tomar doses de insulina. Na fase inicial alguns portadores conseguem manter o diabetes sob controle apenas com dietas e atividade física.
Mas somente o médico poderá prescrever qualquer dose de insulina o outo medicamento e até mesmo algum esforço físico.
Os pais como educadores devem instruir a alimentação dos seus filhos,pois o primeiro passo é não excluir nenhuma refeição como por exemplo os lanches,porém é necessário um planejamento
alimentar, para manter um equilíbrio entre o portador as calorias ingeridas e o exercício físico.
É importante um auxílio de um glicosímetro que irá monitorar o diabetes do seu filho.

Sabe-se que o diabetes não tem cura,e os portadores dessa doença podem levar uma vida saudável, desde que tenha uma disciplina com ele mesmo. No caso das crianças , inicialmente esse papel é dos pais,pois orientar seus filhos como alimentar se bem , levá-lo ao médico ,auxiliar com os medicamentos, como por exemplo injetar doses de insulina diariamente. Para os portadores do diabetes tipo 1 quanto mais cedo tratar,menos complicações aparecerão no futuro.
Mas o que tem sido preocupante é o desenvolvimento do diabetes melitos em crianças, devido a um péssimo estilo de vida, pois, se ela já tem um histórico genético de diabetes e se adapta a um estilo de vida nada saudável como exemplo a obesidade,sedentarismo,isso contribuirá para um desenvolvimento precoce que poderia manifestar mais tarde ou talvez nem aparecer.

O número de crianças que estão desenvolvendo diabetes está crescendo. Antes existia a "diabetes juvenil" e a "diabetes do adulto". Os médicos agora usam os termos "diabetes do tipo 1" e "diabetes do tipo 2". Isto por que legiões de crianças neste país entraram no consultório médico nos últimos anos com diabetes do tipo 2 (tipicamente vista em adultos) e os adultos podem desenvolver a diabetes do tipo 1 (tipicamente diagnosticada em pessoas com menos de 18 anos).

Crianças com diabetes não devem ser tratadas como adultos em miniatura. Porque seus corpos ainda estão em desenvolvimento e elas necessitam de um plano de tratamento próprio. Suas necessidades são diferentes dos adultos e a estratégia exclusiva deve ser desenvolvida para resolver os problemas, de como lidar com a diabetes enquanto ela está na escola ou as faltas que podem ocorrer como conseqüência resultado da diabetes.
Se seu filho foi diagnosticado com diabetes, sua maior preocupação deve ser com o cuidado e atenção que você precisa ter para lidar com a doença. Você reduzirá o risco de complicações a longo prazo se mantiver (para manter) os níveis de açúcar no sangue de seu filho sempre controlados. Entretanto, você também tem que ensinar ao seu filho valores importantes para o resto da vida, como a importância dos testes freqüentes de glicose, da administração consciente de medicamentos e da escolha de estilos de vida saudáveis que protegerão sua criança por muitos e muitos anos.

As crianças requerem tratamentos diferentes dos adultos para a diabetes
Saiba mais sobre como a diabetes afeta diferentes faixas etárias, como lidar com a diabetes de sua criança e como a diabetes pode afetar a vida da sua criança.

Tipos de diabetes infantil

As crianças não desenvolvem só a diabetes do tipo 1. O número de crianças que foram diagnosticadas com a diabetes do tipo 2 aumentou muito nas últimas décadas. Saiba mais sobre os tipos de diabetes que podem afetar as crianças.
A diabetes infantil e o açúcar no sangue
É extremamente importante gerenciar os níveis de açúcar no sangue das crianças. Apesar dos efeitos colaterais dos níveis elevados de açúcar no sangue não impactarem imediatamente na vida de uma criança, as complicações a longo prazo na sua vida podem ser graves, levando a uma vida mais curta. Saiba mais sobre a diabetes infantil e os níveis de açúcar no sangue.

Devido ao fato das crianças com diabetes precisarem de cuidados diferentes dos adultos, uma estratégia exclusiva deve ser desenvolvida para ajudá-los a lidar com a diabetes. Saiba mais sobre como ajudar sua criança a lidar com a diabetes.

Crianças e medicamentos para a diabetes

Nem todos os medicamentos aprovados para uso em adultos também são aprovados para o uso em crianças. E a maneira com que os medicamentos são utilizados é diferente também. Saiba mais sobre as crianças e os medicamentos para a diabetes.
Cuidados com a diabetes infantil por faixa etária
O gerenciamento da diabetes é uma responsabilidade enorme e a maioria das crianças não estão preparadas para lidar com essa responsabilidade sem o envolvimento dos seus pais. Aprenda como ajudar seus filhos a lidar com a diabetes e estabeleça um exemplo para sua criança seguir na fase adulta.
Diabetes infantil, dieta e exercícios
Todas as crianças devem ter uma dieta balanceada e saudável, mas dependendo do tipo de diabetes que seu filho tem, suas preocupações sobre a hora da refeição devem ser diferentes. E todas as crianças devem ter alguma atividade física regular, mas você precisa estar ciente sobre como a diabetes e os exercícios podem afetar sua criança. Aprenda mais sobre a diabetes na infância, dieta e exercícios.

Check-ups de diabetes em crianças
Para garantir o desenvolvimento adequado e ter certeza que o risco da criança em desenvolver complicações a longo prazo seja minimizado, seu filho deve seguir uma programação regular de check-ups com o médico. Aprenda mais sobre a freqüência com que seu filho deve consultar o médico e o que deve ser monitorado a cada consulta ao médico.

Criança diabética e faltas na escola

Podem ocorrer faltas na escola, às vezes, enquanto seu filho aprende a lidar com a diabetes. Durante episódios de hiperglicemia quando os níveis de açúcar no sangue são altos ou de hipoglicemia, quando os níveis de açúcar no sangue estão baixos seu filho (podem mandar sua criança) pode ter que ficar em casa por causa da doença. Aprenda a como lidar com a diabetes na infância e seus efeitos sobre a vida escolar das crianças.
Sugestões para a dieta do diabético

Um dos aspectos mais importantes do tratamento e controle da diabetes é o monitoramento da comida que você ingere. Entretanto, pode haver mais coisas do que você pensa. Para aprender mais sobre a nutrição adequada e a diabetes, visite os seguintes links:
• A página sobre Dieta para diabéticos mostrará a você quais grupos de alimentos são bons para os diabéticos e quais você deve evitar.
• Visite a página sobre Receitas para diabéticos (em inglês) para encontrar refeições simples e deliciosas que não vão aumentar seus níveis de glicose no sangue.
Esses dados são apenas informativos. ELES NÃO TÊM O OBJETIVO DE PROPORCIONAR ORIENTAÇÃO MÉDICA. Nem os editores do Consumer Guide (R), da Publications International, Ltda., nem o autor e nem a editora se responsabilizam por quaisquer conseqüências possíveis oriundas de qualquer tratamento, procedimento, exercício, modificação alimentar, ação ou aplicação de medicação resultante da leitura ou aplicação das informações aqui contidas. A publicação dessas informações não constitui prática de medicina, e não substituem a orientação de seu médico ou de outros profissionais da área médica.


FONTES:
Hospital São Luiz)
http://portaldiabetes- embuscadacura.mht acesso em 08/03/2009 às18:39
http:www.estação-diabeteinfantilcomodetecta.htm acesso em 10/03/2009 às 13:20
Retrieved from "http://www.artigonal.com/medicina-artigos/o-crescimento-do-diabetes-infantil-no-brasil-930636.html"

CATARATA INFANTIL: Teste do olhinho

O teste do reflexo vermelho, mais conhecido como teste do olhinho, já faz parte da rotina obrigatória do exame de recém-nascidos em vários estados brasileiros. Regulamentado em forma de lei em alguns lugares, esse exame detecta diversos problemas oculares e previne uma série de seqüelas. Catarata congênita, glaucoma congênito avançado, infecções intra-oculares, malformações, tumores entre outros problemas de saúde ocular são possíveis de diagnosticar nesse exame, que deve ser feito antes de a criança sair da maternidade. No Brasil, o teste já é obrigatório no Estado de São Paulo, Paraná e nas cidades do Rio de Janeiro e Porto Alegre. "Isso é um passo importante para a saúde pública e, sem dúvida, pode beneficiar significativamente a saúde ocular de muitas crianças", diz Harley Bicas, presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Muitos pediatras, porém, ainda não examinam os olhos dos recém-nascidos e o resultado disso é assustador: mais de 50% das crianças só têm o problema de visão descoberto quando estão cegas ou quase cegas para o resto da vida.

Para os bebês prematuros, explica o Dr. Derci Maziero, oftalmologista responsável técnico pelo Programa Vida Iluminada, o Teste do Olhinho é obrigatório porque 30% dos bebês que nascem com menos de 40 semanas ainda não têm os vasos sanguíneos da retina formados. A retina é onde se compõe a visão. Quando a retina não está formada, ela pode dar origem à retinopatia da prematuridade, principal causa da cegueira infantil na América Latina.

Este teste preventivo é de baixíssimo custo. A Amusp, por exemplo, realizou doações de vários Oftalmoscópios (equipamento usado para fazer o Teste do Olhinho) para maternidades e hospitais, pelos quais pagou R$ 340,00 cada um.

Esse é o custo (corrigido à época da compra) a ser absorvido pelas maternidades e pelos estabelecimentos hospitalares, já que o exame pode ser feito pelo pediatra que recebe a criança na sala de parto, bastando para isso um treinamento que pode ser realizado pela Secretaria Estadual de Saúde, com apoio de entidades como a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, que vem se dedicando à divulgação do assunto.

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica estima que, de cada cem crianças nascidas, uma tem catarata, que se for cuidada a tempo pode evitar a cegueira. Atualmente, o Ministério da Saúde dispõe apenas do exame de Fundo de Olho, que também serve para detectar a catarata congênita.

Esse exame não é obrigatório, mas se pais o pedirem logo depois do nascimento, pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas ainda é muito pouco. Durante o Teste do Olhinho, realizado pelo pediatra e sem uso de colírios prévios, é utilizada uma fonte de luz para se observar o reflexo que vem da retina.

O reflexo vermelho normal (em tons de vermelho, laranja ou amarelo, dependendo da incidência de luz e da pigmentação da retina) significa que as principais estruturas internas do olho (córnea, câmara anterior, íris, pupila, cristalino e humor vítreo) estão transparentes, permitindo que a retina seja atingida de forma normal.

Já quando está alterado, geralmente não se observa o reflexo ou a qualidade dele é ruim. O Teste do Olhinho também pode ser feito em ambas as pupilas simultaneamente e a comparação dos reflexos pode fornecer informações sobre outros problemas oculares.

A grande importância do exame é a detecção precoce de patologias que podem ser tratadas antes do seu agravamento, como é o caso de tumores, catarata congênita e traumas de parto. Segundo dados estatísticos, essas alterações atingem cerca de 3% dos recém-nascidos em todo Mundo. Caso não sejam diagnosticados a tempo, estes problemas podem levar à perda irreversível da visão.

Catarata na Infância

A catarata é uma opacificação do cristalino, lente natural transparente que possuímos dentro do olho com a função de focalizar os objetos. Apesar de freqüentemente acometer idosos, segundo relatórios da OMS, a catarata é uma das principais causas de cegueira infantil tratável e passível de prevenção.

A catarata leva a uma baixa visual do olho acometido que geralmente só pode ser melhorada com realização de cirurgia. Quando acomete crianças assume maior gravidade pois, se não tratada rapidamente, a baixa visual pode se tornar irreversível pelo desenvolvimento de ambliopia, que é uma falha no desenvolvimento da capacidade de enxergar (ver material informativo próprio sobre ambliopia).

Está dividida em dois grupos: catarata congênita (infantil), presente no nascimento ou que aparece imediatamente após; e catarata adquirida, que ocorre mais tarde, e está normalmente relacionada a alguma causa específica como traumas ou doenças sistêmicas. Ambos os tipos podem ser unilaterais ou bilaterais, parciais ou completas (totais).

Muitas cataratas congênitas são de causa desconhecida; algumas são geneticamente herdadas (principalmente autossômicas dominantes); outras são secundárias às doenças infecciosas intra-uterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e sífiles) ou metabólicas, ou ainda associadas à variadas síndromes. Uma pesquisa da causa é adequada, embora, em muitos casos, nenhuma possa ser identificada. As cataratas adquiridas surgem muito comumente do trauma, contuso ou penetrante. Outras causas incluem a uveíte (inflamação intra-ocular), infecções oculares adquiridas, diabetes e drogas (principalmente corticosteróides tópicos ou sistêmicos).

O principal sinal decorrente da catarata congênita é a leucocoria (reflexo pupilar branco). Outros sinais são: estrabismo, nistagmo (situação em que o olho apresenta movimentos não coordenados em diversas direções) e microftalmia (olho de tamanho menor que o normal).
O tratamento deve ser o mais precoce possível e depende do tipo da catarata, sua localização, intensidade, grau de comprometimento visual, idade da criança e presença de outras alterações oculares associadas.
Algumas vezes o tratamento clínico (midriáticos, óculos, oclusão) pode ser indicado em cataratas parciais, mas o tratamento é basicamente cirúrgico. A retirada da catarata pode ser realizada por várias técnicas (facectomia extracapsular, lensectomia via pars plana, facoemulsificação), com implante ou não de lente intra-ocular. A técnica utilizada depende das características da catarata e de diversos fatores como a idade do paciente, presença da catarata em um ou ambos os olhos, mal formações associadas e até pela preferência do cirurgião.
O acompanhamento pós-operatório é fundamental para o desenvolvimento visual pois podem surgir diversas complicações que devem ser tratadas prontamente, inclusive com novas intervenções cirúrgicas. As principais complicações são inflamações intra-oculares, glaucoma e opacidades secundárias no eixo visual.

Uso de óculos, lentes de contato e oclusores além da correta estimulação são também fundamentais para o desenvolvimento visual da criança. Sem estas medidas e total comprometimento dos pais, mesmo uma cirurgia tecnicamente perfeita pode levar a uma criança com visão muito baixa no olho operado.

IMPORTANTE:

• A principal forma de se diagnosticar a catarata infantil em tempo hábil para um tratamento adequado é
é o teste do reflexo vermelho (“TESTE DO OLHINHO”) nas primeiras 24 horas de vida, ou seja, antes da alta da maternidade (deverá ser repetido nas consultas de rotina do bebê no primeiro ano de vida). O exame deve serrealizado pelo pediatra/ neonatologista, em sala escura, utilizando-se um oftalmoscópio direto a uma distância de 20 cm a um metro do olho da criança. Um reflexo vermelho semelhante ao observado em fotografias com flash é observado em olhos sem alteração de transparência(cristalino ou outras estruturas intra-oculares.
A ausência do reflexo indica opacidade e o paciente deve ser encaminhado com urgência para investigação detalhada com oftalmologista.
• Os melhores resultados de cirurgias para cataratas congênitas são observados quanto são realizadas nas primeiras 12 semanas de vida.
• Crianças em uso de corticosteróides, principalmente por tempo prolongado, devem ser avaliadas por oftalmologistas para investigação de cataratas e glaucomas que podem se desenvolver.
• Prevenção das doenças infecciosas congênitas, principalmente rubéola e toxoplasmose, podem diminuir significativamente o número de crianças acometidas pela catarata infantil.

Catarata congênita: cuidados pós-cirúrgicos

Após a notícia de que o filho precisa ser operado, as perguntas mais freqüentes feitas pelos pais no consultório são: Quanto tempo vai durar a cirurgia? Ele terá de ficar internado quantos dias? Quais os cuidados depois da cirurgia?

O esclarecimento de todas essas questões é fundamental para que os pais tenham a segurança de que o melhor está sendo feito por seu filho e, conseqüentemente, passem essa segurança à criança.

Tempo de cirurgia
A cirurgia de catarata em si, dura entre 20 e 30 minutos. Mas temos de levar em conta outros fatores que envolvem o procedimento. Só de preparação, contando os preparativos para anestesia, a anestesia, a arrumação do material cirúrgico e outros até o cirurgião iniciar a cirurgia leva, em média, uma hora. Após o término da cirurgia, o paciente passa pelo processo do acordar da anestesia, que leva, em média, 20 minutos.


Tempo de internação
Normalmente o paciente vai para casa no mesmo dia da cirurgia. Porém existe o tempo de recuperação e observação pós-anestésica, que dura em torno de duas horas, mas isso depende de cada caso.

Após a alta hospitalar, é necessário agendar o retorno para o dia seguinte para a revisão do pós-operatório imediato. Nesse dia observa-se o comportamento da criança e pergunta-se como foi o dia anterior (alimentação, humor e sono). Examina-se a criança e se não foi calculado o grau no pré-operatório, é possível calcular nesse momento. Também são reafirmadas todas as orientações quanto aos colírios e cuidados.

Cuidados pós-cirúrgicos
- Aplicar os colírios conforme os horários. Pingar os colírios separadamente com intervalo de 5 minutos entre um e outro.
- Colocar o protetor de acrílico durante o sono ou no primeiro dia se a criança for muito agitada e/ou tiver entre 1 e 3 anos de idade. Isso evita bater no olho recém operado.
- Em crianças com idade superior a 6 meses, a dieta deve ser leve e de fácil digestão no primeiro dia. Deve-se evitar alimentação que possa provocar vômitos ou mal-estar nas primeiras horas.
- Bebês que ainda são amamentados podem seguir a freqüência das mamadas, conforme fazia antes da cirurgia.

Reavaliações com o oftalmopediatra
- No primeiro dia pós-operatório deve-se retirar o curativo para iniciar os colírios de tratamento e o exame do olho.
- Na primeira semana deve-se observar a correção pós-operatória (refração), checar visita ao Setor Lentes de Contato (LC), a adaptação, ou não, da LC ou dos óculos, marcar o primeiro controle OP (Teller) e motilidade para avaliar a resposta visual após a correção. Nos casos de indicação cirúrgica bilateral, deve-se checar a data da cirurgia do outro olho.
- Dependendo de cada caso, todos os procedimentos acima devem se repetir de três em três meses.
- De seis em seis meses deve ser avaliada a pressão intra-ocular no hospital, sob anestesia geral. Os intervalos desses retornos podem variar conforme a resposta de cada caso.
- Marcar o quanto antes o início da Estimulação Visual Precoce.

Estimulação Visual Precoce
A Estimulação Visual é iniciada no pós-operatório imediato e se prolonga até a idade escolar ou além.

O oftalmopediatra orienta quanto à necessidade do acompanhamento do terapeuta especializado em Baixa Visão, para dar início a este tratamento. O oftalmopediatra também acompanhará os resultados desse tratamento de três em três meses e realizará as trocas de grau dos óculos ou lentes, conforme os resultados.

Os retornos e avaliações dentro dos prazos solicitados garantem a melhor recuperação visual possível, dentro dos limites de cada caso.

O que é necessário para realizar este tratamento
- Estar com a correção conforme o exame de refração pós-cirúrgica (lentes ou óculos).
- Ter realizado o OP (Teller), Motilidade e Avaliação da Função Visual.
- Se a catarata for monocular (só num dos olhos) o tampão pode ser iniciado imediatamente após a adaptação da lente de contato ou da cirurgia com implante. O terapeuta é crucial nesta adaptação, porque a criança não colabora com o “absurdo” (no entender dela) de fechar o olho bom com o tampão. O terapeuta inicia este processo evitando os traumas.
- Se a criança tem catarata bilateral o tampão é prescrito só após cuidadoso exame da motilidade e da acuidade visual pelo método de Teller . Isso porque, muitas vezes, a baixa visual é semelhante não se tratando de ambliopia, e a estimulação visual faz o papel da reabilitação visual. Pode ser diferente quando o tempo de espera entre a cirurgia do primeiro olho e o segundo é muito grande. Nesse caso é provável que o segundo olho estará amblíope em comparação com o primeiro operado. Mesmo assim, é importante conhecer a acuidade visual, desde que se tenha este recurso em mãos.
- Agenda livre de, no mínimo, uma vez por semana para fazer a estimulação visual. O tempo de terapia é de 40 minutos por sessão. No início seria interessante duas sessões por semana. Mas o tempo correto é avaliado após o exame de Função Visual.
- Ter conhecimento da possível causa da catarata. Pode-se iniciar a estimulação sem saber a causa da catarata, mas esse conhecimento ajuda a ter um prognóstico quanto à melhora possível com a terapia.
- Ter o resultado do mapeamento de retina.

Medicação após a cirurgia de catarata congênita e/ou infantil
- Colírio antibiótico, que deverá ser pingado na freqüência prescrita pelo oftalmologista. É Importante manter o horário para garantir um limiar de ação estável. Normalmente usa-se por 8 ou 10 dias.
- Antiinflamatórios: a escolha e o tempo de tratamento vão depender da causa.
- Dilatador da pupila: serve para evitar sinéquias (processo de reação inflamatória) que podem grudar a íris com os restos de cápsula e fechar a pupila.

Estes são os colírios básicos. O conhecimento da causa da catarata pode mudar a terapia pré e pós-cirúrgica. No nosso serviço costumamos dar medicação analgésica via oral por cinco dias.

Cuidados com o glaucoma pós-catarata infantil
A cada três ou seis meses é solicitado um exame, sob sedação, para medir a pressão intra-ocular, que é o melhor método para detectar um possível glaucoma. Além desse exame deve-se observar se há diminuição brusca do grau (o que aumenta a suspeita de glaucoma), a escavação do nervo óptico e o ultra-som.

Pode ocorrer descolamento da retina no pós-operatório?
Existe a possibilidade, mas é raro. Nos nossos serviços, em mais de 20 anos tivemos apenas um caso, de um paciente com Síndrome de Down. O risco existe, por isso todos os pacientes são examinados com mapeamento de retina sempre que examinam para refração, aproveitando a mesma dilatação pupilar.

FONTES
Dr. Cassiano Rodrigues Isaac
http://www.testedoolhinho.org.br/noticias.asp?id=90
http://www.copacabanarunners.net/teste-olhinho.html