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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Bengala fala e identifica em mapa obstáculos pela cidade

Quatro pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica na Saúde, da UFRN , avaliam Olho Biônico; crédito: Bethowen Padilha/Divulgação
A bengala é de grande ajuda para pessoas com deficiência visual, mas ela tem limites: indica somente obstáculos próximos ao solo e não alerta   sobre buracos,como bueiros sem tampa. Mas pesquisadores da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) mudaram não apenas o alcance da bengala, como criaram um mecanismo que avisa o poder público e outros usuários dos problemas de acessibilidade locais.
Chamado de Olho Biônico, o sistema tem três sensores _um no boné, um   na altura da cintura e outro na ponta da bengala. Esse conjunto de ultrassom calcula distâncias e identifica as barreiras pelo caminho.
Os dados dos obstáculos são computados por um dispositivo e, a partir daí, são emitidas mensagens de voz pré-gravadas. Se uma pessoa com deficiência está em frente a um telefone público, por exemplo, o sistema avisa: "Cuidado, obstáculo a menos de 50 cm da cabeça". A partir da informação, é possível reorientar a rota. Se o caminho estiver livre, o sistema emite um bipe.
Além de guiar a pessoa com deficiência, o sistema abastece uma base de dadosque disponibiliza à população e ao poder público os problemas   encontrados no trajeto.
O coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica na Saúde (Lais), da UFRN, Ricardo Valentim, explica que o que diferencia o Olho Biônico das demais bengalas inteligentes no mercado são duas inovações. Um, a voz que transmite as mensagens, humanizando a experiência de pessoas com deficiência. "Outras  utilizam o sistema de vibração, que pode confundir o usuário", conta.Outro, é a  notificação das barreiras em um site, que pode ser utilizado pelo poder público  para promover melhorias em acessibilidade.
Por enquanto, os pesquisadores estão trabalhando com protótipos. Valentim adianta que alguns componentes serão aprimorados, assim como a própria bengalafeita de alumínio, ela é considerada pesada para o dia a dia. "Em três meses,    queremos desenvolver uma de fibra de carbono, que é mais leve."
Ainda não há previsão de comercialização. Os pesquisadores buscam  parcerias para licenciar a tecnologia.
https://groups.google.com/d/optout
Tecnologia cria paisagem sonora para guiar deficientes visuais em Londres
 Recurso usa Wi-Fi e Bluetooth nas ruas para dar orientações em tempo real.
 \'Melhores tecnologias são invisíveis\', diz pesquisador da Microsoft.
 A Microsoft desenvolveu uma tecnologia que usa conexões Wi-Fi e Bluetooth para criar uma paisagem sonora e orientar pessoas com deficiência visual pelas ruas de uma cidade. Com um smartphone e um fone especial, que fica sobre os ossos da face, o usuário recebe mensagens de voz que informam rotas, dicas de pontos de interesse e até atualizações em tempo real com os horários de chegada de trens e ônibus.
 A tecnologia ainda é um protótipo e foi testada em Londres, no Reino Unido. Mas seu objetivo é permitir que o deficiente visual ganhe confiança para se deslocar com autonomia por onde precisar. Para Bill Buxton, principal pesquisador, o projeto pode ser comparado a vestir um par de tênis. \"As melhores tecnologias são invisíveis. Ela permite que eu apenas viva a minha vida\".
 Por meio do smartphone, a tecnologia de paisagem sonora conversa com sensores Wi-Fi e Bluetooth instalados internamente e externamente ao longo de um caminho. É daí que ele obtém as deixas para avisar se o usuário deve virar à esquerda ou à direita para chegar ao seu destino, se por ali aconteceu algum fato histórico ou até se existe uma farmácia do outro lado da rua. Um sinal sonoro também indica se a pessoa está andando muito próximo do meio-fio, por exemplo.
 Vale notar que o fone utilizado pela Microsoft transmite as informações diretamente pela vibração dos ossos da face, deixando os ouvidos livres para as pessoas conversarem ou perceberem algum outro tipo de barulho ao seu redor.
Estamos aguardando estes recursos e com preços acessíveis.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Dia Mundial do Diabetes

Celebrado anualmente em 14 de novembro; criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como objetivo dar resposta ao aumento alarmante de casos de diabetes no mundo. A celebração da data tornou-se, no ano de 2007, dia oficial de saúde da ONU após aprovação das Nações Unidas em Dezembro de 2006. Em memória do dia de aniversário de Frederick Banting, que, juntamente com Charles Best, criou a primeira ideia que levou à descoberta da insulina em 1922.

Todos os anos são escolhidos um tema pela Federação Internacional de Diabetes para alertar sobre as problemáticas e necessidades que enfrentam os doentes diabéticos. Visam, consciencializar as pessoas sobre a doença e divulgar as ferramentas de prevenção; para as pessoas que sofrem de diabetes, as ações objetivam difundir métodos para melhorar o conhecimento da diabetes de forma a compreender a doença e prevenir as complicações.
O Dia Mundial do Diabetes é comemorado a nível mundial em mais de 200 associações membros da International Diabetes Federation e em mais de 160 países de todo o mundo.

Uma das patologias que mais preocupam oftalmologistas, uma doença que provoca o aumento da quantidade de açúcar (glicose) no sangue por falta absoluta ou relativa de insulina. A insulina é o hormônio que regula o nível do açúcar (glicose) no sangue e é produzida pelo pâncreas. Uma doença com evolução silenciosa, que pode afetar crianças e adultos, e é um dos principais motivos de cegueira no mundo. Seus portadores são mais propensos a desenvolverem problemas oculares, como Catarata e Glaucoma. Porém, a principal ameaça à visão são as doenças que afetam a retina, após aproximadamente 20 anos a maioria dos pacientes desenvolvem mudanças na região, esse efeito é chamado de Retinopatia Diabética.

A Retinopatia é uma doença complexa e progressiva, podendo se apresentar de duas formas: não proliferatica e proliferatica – ambos os casos pode levar a perda da visão. Com o aumento dos níveis de açúcar no sangue, os vasos sanguíneos perdem sua permeabilidade e acabam extravasando fluídos e sangue para a retina, provocando assim edemas. Além de aumentar as chances de hemorragia, também pode causar infiltrações no próprio globo ocular.
Como sua identificação só pode ser feita por meio de exames, como o de fundo de olho, o procedimento é classificado como obrigatório pelo menos uma vez por ano, em todas pessoas portadoras de diabetes tipo 1 e tipo 2, e em gestantes que desenvolvem diabetes gestacional. Um bom controle da taxa glicêmica não irá prevenir o aparecimento da doença, mas pode retardá-la por alguns anos.

Em um prazo de até 20 anos após diagnosticados com diabetes tipo 1, praticamente todos os pacientes têm alguma evidência de retinopatia diabética. Essa complicação comum, resultado do dano à retina causado pelos altos níveis de glicose, é a principal forma de doença ocular entre diabéticos. Também aflige os pacientes do tipo 2, a maioria dos quais apresentam sinais de retinopatia no momento em que são diagnosticados.

 Embora o envelhecimento cause mudanças naturais aos olhos que podem diminuir a visão, a diabetes pode tornar as coisas piores. Você pode apenas precisar aumentar seu grau ou perder alguma visão periférica.

Entretanto, a diabetes também pode ter um impacto devastador sobre a visão. Em um estudo, 3,6% dos pacientes com diabetes tipo 1 estavam cegos, enquanto aproximadamente a metade dos pacientes com tipo 2 tinha algum nível de perda visual. 


Não minimize os problemas de visão como efeitos da fadiga ou avanço da meia idade, especialmente se eles forem persistentes ou estiverem piorando. Fale com o seu médico se sentir quaisquer dos seguintes incômodos visuais: 

·         visão embaçada
·         cegueira noturna
·         visão dupla
·         perda da visão periférica
·         dificuldade na leitura
·         sensação de pressão nos olhos


Como muitas das complicações da diabetes, um dos maiores fatores de risco para desenvolver problemas de visão causados pelos níveis de açúcar elevados no sangue é o tempo. Ou seja, quanto maior for o tempo de diagnóstico da sua diabetes, maior o risco de desenvolver retinopatia. Principalmente se você tiver diabetes tipo 1.



Anos após o surgimento da diabetes tipo 1
Pacientes com sinais de retinopatia
3
8%
5
25%
10
60%
15
80%

www.uaderj.org.br/wpress/o-que-e-o-diabetes/a-visao-no-diabetes/
www.mdsaude.com › Endocrinologia  Diabetes mellitus


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PASSEIO PÚBLICO – Falta de padronização das calçadas ainda compromete direito de ir e vir do pedestre

Os buracos e os desníveis das calçadas estão entre os principais obstáculos encontrados para um caminhar seguro. Diante do problema, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) orienta prefeituras para a adoção de medidas que favorecem a infraestrutura urbana e auxiliam na mobilização dos proprietários. Embora o poder público estipule regras para a construção de calçadas e disponibilize material informativo para orientar os proprietários de imóveis sobre o passeio público, ainda são muitos os obstáculos para um caminhar seguro e acessível. Buracos, pedras soltas, desníveis, uso de pisos escorregadios são alguns dos exemplos que diariamente vitimam pedestres menos atentos ou os mais vulneráveis a tropeços, quedas e até mesmo fraturas.
Para uniformizar o passeio público, mobilizar os donos de imóveis demanda um esforço conjunto de prefeituras e órgãos técnicos, que além de definir parâmetros para a construção de calçadas auxiliem na transferência de conhecimento para que a paisagem e as condições de uso estejam dentro do chamado Desenho Universal. “O termo refere-se a parâmetros para a construção arquitetônica ou adaptação de espaços físicos, acessível a todos os cidadãos”, explica o gerente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) da regional São Paulo.
Segundo ele, promover o desenho universal é a tarefa da ABCP ao estabelecer parcerias com prefeituras, estimulando a adoção de práticas que favorecem a conscientização da necessidade de um caminhar seguro e de uma paisagem urbana mais bonita.
 Desenho Universal aplicado ao passeio público
A definição legal do conceito de Desenho Universal foi estabelecida pela Lei 10.098, de 2000, e pelo Decreto 5.296, quatro anos mais tarde, tendo sido normatizada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Para enquadrar as calçadas nos parâmetros do Desenho Universal, o calçamento precisa oferecer boas condições de trafegabilidade, manutenção fácil e qualidade urbana.
Dentro desse conceito, muitas prefeituras, em parceria com a ABCP, adotaram medidas para melhorar a infraestrutura urbana e mobilizar os proprietários de imóveis. Nesses moldes, estão as calçadas que prevêem a existência de até três faixas. A 1ª faixa, chamada de faixa de serviço, estaria destinada a árvores, rampas de acesso para veículos ou pessoas com deficiência, postes, orelhões, lixeiras, entre outros artifícios. A 2ª faixa prevê um passeio livre, exclusivo ao trânsito seguro de pedestres e a 3ª, a faixa de acesso, funcionaria como uma faixa de apoio à propriedade, principalmente para estabelecimentos comerciais, onde poderiam ser disponibilizados toldos, mesas de bar, floreiras.
ABCP, por meio de pesquisas e do desenvolvimento de processos da cadeia produtiva do cimento, promove essas adequações transferindo conhecimento e orientando o corpo técnico das prefeituras, além de gestores e executores de obras, explica Moschetti. “Destacamos os tipos de pavimentos, dentre os quais estão o ladrilho hidráulico, o pavimento intertravado, as placas de concreto e os concretos moldados in loco, entre eles o estampado, que garantem a qualidade e o atendimento às normas para construção e reformas de calçadas. Disseminando essas informações, o dono do imóvel pode buscar orientação qualificada junto à prefeitura da sua cidade e proceder com a reforma, para que todos se beneficiem”.
Bem estar social
Como meio para a circulação das pessoas, as calçadas cumprem o papel de proteger os pedestres que nela trafegam. Daí a importância de um poder público fiscalizador, que notifique donos de imóveis frente à necessidade de adequação do calçamento e de proprietários conscientes, que ponham fim à situação de risco que uma calçada mal conservada pode ocasionar. O trânsito livre não é importante apenas para os idosos, parcela mais vulnerável a quedas e fraturas, ou pessoas com deficiência, que ganham em autonomia com um passeio público seguro. Condições adequadas de acessibilidade contribuem para a qualidade de vida e o bem estar de todos. Para saber se uma calçada está em boas condições, basta verificar se não existem desníveis, como degraus, buracos, pedras soltas ou outros obstáculos para a passagem de pedestres. A arborização alinhada, com espaço para as raízes, também é essencial. Caso não haja essa conformidade, o ideal é procurar o poder público para orientação de como proceder com uma reforma que assegure o trânsito livre.









Sobre a ABCP
A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) é uma entidade sem fins lucrativos, mantida pela indústria brasileira do cimento, que há 75 anos promove estudos sobre o cimento e suas aplicações. Reconhecida nacional e internacionalmente como centro de referência em pesquisas da construção, a ABCP também atua no desenvolvimento de tecnologias sobre o concreto e mantém uma equipe de profissionais graduados à disposição do mercado, para treinamentos, consultoria e suporte a grandes obras da engenharia brasileira. Tudo isso para garantir a qualidade e as boas práticas do produto que representa. Para saber mais sobre a ABCP, visite o site www.abcp.org.br.
Para conhecer o programa “Soluções para Cidades”,



domingo, 6 de outubro de 2013

SAIBA COMO PROTEGER A VISÃO E EVITAR PROBLEMAS NO OLHO AO LONGO DA VIDA

Cuidar dos olhos é um hábito que deve fazer parte de toda a vida. Isso porque a visão tende a diminuir com a idade e, por isso, é importante preservá-la para evitar problemas ao longo dos anos. Existem recomendações que valem para todas as idades, como evitar coçar os olhos, por exemplo, já que isso pode machucá-los e facilitar o surgimento do ceratocone, uma deformidade na córnea. Além disso, é preciso tomar cuidado na hora de usar o computador já que, nesse momento, a pessoa pisca menos e o olho pode ficar seco, como alertaram os oftalmologistas.
Confira abaixo quais os cuidados mais importantes em cada fase da vida:
0 aos 10 anos de idade

Nesse período, as crianças aprendem a enxergar e a visão é desenvolvida. Porém, esse aprendizado depende muito de condições adequadas e, caso ocorra algum estímulo errado, a criança pode ter ambliopia, um problema por causa do mau desenvolvimento da visão. Ela pode, portanto, aprender a enxergar do jeito errado e ficar “cega” de um dos olhos, o que pode ser o estrabismo ou um grau de óculos diferente.
Em caso de estrabismo, a criança precisa começar um tratamento com um tampão, que vai forçar o olho com problemas a enxergar direito. Quanto antes for feito isso, melhor, porque a correção só é possível até os 6 ou 8 anos de idade. Se não houver nenhuma queixa da criança, ela deve fazer a primeira visita ao oftalmologista entre os 3 e 4 anos, fase em que é possível examinar melhor e ouvir o que ela tem a dizer sobre sua visão. Depois disso, a visita pode ser feita em intervalos de 1 ou 2 anos.

10 aos 20 anos de idade

Essa é a fase em que costumam aparecer a miopia e o ceratocone. Na adolescência, os pais devem ficar atentos ao mau rendimento dos filhos na escola e às queixas de cansaço visual, embaçamento da visão, entre outros problemas.
Outro fator muito comum nessa época é o uso contínuo do computador, que faz o jovem forçar os olhos e piscar menos. Com a visão mais exposta, os olhos ficam mais secos, como explicou o oftalmologista Renato Neves. Para evitar isso, o ideal é fazer pausas do computador a cada hora para fazer bem não só para os olhos, mas também para a circulação do corpo e para as costas.

20 aos 40 anos de idade

Nessa época, assim como em todas as outras, a dica é evitar o cigarro, que compromete a circulação sanguínea da retina, reduz a quantidade de antioxidantes no sangue e afeta a visão. Mesmo quem parou de fumar há 15 ou 20 anos apresenta mais chances de sofrer doenças oculares do que aqueles que nunca fumaram – por isso, quanto mais cedo o paciente parar, menores são as chances de doenças como a degeneração macular.
Para as mulheres, é preciso tomar cuidado com o prazo de validade da maquiagem. Depois do prazo, o produto pode sofrer modificações que causam alergia. As lentes de contato também exigem atenção porque se não forem bem higienizadas, podem irritar ou contaminar os olhos. Além disso, não é recomendado dormir com a lente nos olhos.
A automedicação também é perigosa porque pode agravar doenças oculares - por isso, é importante evitar remédios vendidos sem receita. Colírios com cortisona, por exemplo, aumentam a pressão ocular e podem levar ao glaucoma ou até mesmo à catarata precoce. Por isso, a lágrima artificial é o produto com menos risco, já que é uma espécie de colírio sem medicamentos. Na hora de aplicá-la, é preciso manter as mãos limpas e afastar a pálpebra dos olhos, como explicaram os oftalmologistas.

40 aos 50 anos de idade

A partir dessa época, é importante ir ao oftalmologista uma vez ao ano para fazer um simples exame de medir a pressão dos olhos. Se a pressão estiver alta, pode levar ao glaucoma, doença silenciosa que pode causar cegueira irreversível. Para ajudar a tratar isso, são usados colírios para diminuir a pressão ou, se isso não for suficiente, um tratamento com laser ou cirurgia. A partir dos 40 anos, 99,9% da população tem a chamada “vista cansada” ou presbiopia, que é a dificuldade de enxergar de perto por perda da capacidade de foco. Isso acontece porque a lente dos olhos, o cristalino, vai perdendo sua capacidade com o envelhecimento. Para corrigir, existem dois tipos de cirurgia: com laser ou um implante de lentes, semelhante à cirurgia de catarata.

A partir dos 50 anos de idade

Nessa fase, aumentam as chances de doenças como catarata e degeneração macular, um problema na parte central da retina, responsável pela percepção de detalhes, formas e cores. Para diminuir o risco desse problema, é importante ter uma alimentação equilibrada e com boa quantidade de antioxidantes, substâncias que podem retardar o surgimento dessas doenças. Alimentos ricos em vitaminas A, E, D e zinco são importantes, assim como os ricos em luteína, que também protegem os olhos das lesões causadas pelos raios solares. Entre esses alimentos, estão a couve, espinafre, brócolis, milho, ervilhas e ovos, por exemplo.



terça-feira, 6 de agosto de 2013

CEGUEIRA NO BRASIL..causas e números

Cegueira na população brasileira: 0,3% da população em regiões de boa economia e com bons serviços de saúde; 0,6% da população em regiões de razoável economia e com pobres serviços de saúde; 0,9% da população em regiões de pobre economia e com pobres serviços de saúde; 1,2% da população em regiões de muito pobre economia e com muito pobres serviços de saúde. Para o ano de 2004, as estimativas sobre o número de cegos no Brasil oscilavam entre 1 milhão e 1,2 milhões de pessoas: População Pobre: 85 milhões X 0.9% = 765.000 População Intermediária: 69 milhões X 0.6% = 414.000 População Rica: 16 milhões X 0.3% = 48.000 / Total = 1.227.000. Deficientes Visuais no Brasil: em 2004, cerca de 4 milhões de pessoas (acuidade visual no melhor olho entre 20/60 e 20/400). 60% das cegueiras são evitáveis; 90% dos casos de cegueira ocorrem nas áreas pobres do mundo; 40% têm conotação genética (são hereditárias); 25% têm causa infecciosa e 20% das cegueiras já instaladas são recuperáveis. Cegueira no adulto: As quatro maiores causas são a catarata, o glaucoma, o diabetes (via retinopatia diabética e suas complicações) e a degeneração macular relacionada à idade. Outras incluem o tracoma, os traumatismos, as uveorretinites, o descolamento de retina, as infecções, tumores e hipertensão arterial. Cegueira Infantil: Anomalias do desenvolvimento, as infecções transplacentárias e neonatais (como exemplo, a toxoplasmose, a rubéola, a sífilis), a prematuridade, os erros inatos do metabolismo, as distrofias, os traumas e os tumores. Degeneração macular relacionada à idade (DMRI): É a causa mais comum de cegueira irreversível no Ocidente. Estudos recentes sugerem que cerca de 10% das pessoas entre 65 e 74 anos e aproximadamente 30% dos maiores de 75 anos são afetados, em alguma extensão, pela DMRI. Com essas cifras, calculamos que aproximadamente 2.902.400 mil brasileiros, acima de 65 anos, sofrem de DMRI em estágios variados de evolução. Existem dois tipos de DMRI: a forma atrófica ou seca, responsável por cerca de 90% dos casos e a forma exsudativa ou úmida, compondo os 10% restantes. Fatores de risco: idade (o mais importante), sexo (as mulheres são mais afetadas), hereditariedade (10 – 20% dos doentes têm antecedentes familiares), pigmentação ocular (a DMRI acomete mais os indivíduos brancos, e entre esses, os que têm íris azuis), tabagismo, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, hipermetropia e fatores ambientais, como a fototoxicidade (luz branca e ultravioleta) e a nutrição. Diabetes: Os dados são alarmantes e as projeções assustam. Segundo a Organização Mundial de Saúde e a Federação Internacional de Diabetes (FID), em 2025 o mundo terá 300 milhões de diabéticos.

 No Brasil, 7,8% da população é diabética (13.260.000 brasileiros) e cerca de 50% das pessoas diabéticas (6.630.000) têm o risco de desenvolver retinopatia diabética. Os obesos representam a maior taxa de risco: 2% dos adolescentes obesos são diabéticos e 12% têm intolerância à glicose. Observa-se um aumento das doenças associadas ao diabetes mellitus: hipertensão arterial, hiperuricemia, hipertrigliceridemia e baixo nível de HDL (o colesterol bom). O estresse da adaptação (pessoas vindas do campo para a cidade), a ansiedade e a angústia, somados à obesidade e ao sedentarismo, são fatores causais importantes. Existem dois tipos de diabetes: o tipo I, infantil ou insulinodependente e o tipo II, do adulto, não-insulinodependente. No primeiro grupo, cerca de 25% dos pacientes desenvolverão retinopatia diabética após 5-10 anos de evolução da doença. Cerca de 70% terão essas alterações após 10 anos e 90% após os 30 anos de evolução. No segundo grupo: 10% dos pacientes apresentam sinais da retinopatia na data do diagnóstico; 25% após 10 anos de evolução da doença e 60% após 15 anos. Fatores de risco para o agravamento da retinopatia diabética: a duração da doença, pressão arterial elevada, íris azul ou cinza, fumo, gravidez, hormonioterapia, uso de drogas e a cirurgia de catarata. Vícios de refração Miopia: Maior que 1 dioptria = 1D. 16% da população geral.

 A miopia degenerativa representa cerca de 10% da população miópica. Significa que o Brasil, com 170 milhões de habitantes, tem 27 milhões de míopes e 2,7 milhões de pessoas com miopia degenerativa. Hipermetropia: Maior que 1 dioptria. 34% da população geral. Emetropia: 50% da população geral. Presbiopia: para os 45.464.321 brasileiros acima dos 40 anos de idade. Catarata Senil: Ainda é considerada a maior causa de cegueira no mundo. Sua incidência é de 17.6% nas pessoas entre 55 e 65 anos; 47.1% no grupo entre 65-74 e 73.3% nos pacientes acima de 75 anos. Calcula-se que existia até 1997 cerca de 600.000 cegos por catarata no Brasil, com incidência anual de 20% (ou 120.000 novos casos/ano). Com o aumento do número de cirurgias de catarata, a partir de 1998, estima-se que a prevalência atual seja de aproximadamente 350.000 cegos por catarata.

Catarata Congênita: Responsável por grande parte dos casos de deficiência visual na infância, quando presente bilateralmente. Nos casos unilaterais, ela pode ocasionar ambliopia severa, necessitando de tratamento prolongado. A catarata congênita é uma das mais comuns anomalias do olho e se situa entre 10 e 39% de todas as causas de cegueira em crianças. A extensão do problema pode ser melhor avaliada se nos lembrarmos de que 1 entre 250 recém-natos (0,4%) tem alguma forma catarata congênita. 38% das cataratas congênitas são causadas por doenças infecciosas contraídas pela mãe durante a gestação e portanto evitáveis. As principais causas são: Rubéola, Sífilis, CMV e Toxoplasmose.

Glaucoma: É a terceira maior causa de cegueira no Brasil. O tipo mais freqüente é o glaucoma crônico de ângulo aberto. Sua incidência é de 1-2% na população geral. Aumenta após os 40 anos, podendo chegar a 6-7% após os 70 anos. O acometimento é bilateral na grande maioria dos casos. Caráter hereditário e os parentes em 1º grau dos portadores têm 10 vezes mais chances de desenvolver a doença. Estima-se que existam 450 a 500 mil brasileiros glaucomatosos. Os danos visuais causados pelo glaucoma são irreversíveis. Por tratar-se de uma doença crônica, incurável, temos grande preocupação com a fidelidade do paciente ao tratamento, para o seu controle adequado.

Descolamento de retina: É difícil levantar dados estatísticos fidedignos em relação à incidência e prevalência do descolamento de retina, mas vários estudos epidemiológicos bem conduzidos apontam uma incidência anual de cerca 1:15.000 na população geral. Presumindo-se que cada pessoa é vulnerável ao descolamento durante 50 anos de sua vida, a prevalência é de aproximadamente 0.3% da população. Se centrarmos nosso cálculo apenas na população acima dos 9 anos de idade (140 milhões de habitantes), estimamos que 400.000 brasileiros têm ou poderão ter descolamento de retina. Essa prevalência é maior entre os altos míopes (5%). Entre os áfacos é de 2%, podendo chegar a 10% nas facectomias acidentadas (felizmente hoje extremamente raras) com perda de vítreo, por exemplo. As associações mais comuns ao descolamento de retina são a miopia, a afacia (incluindo a pseudofacia) e os traumas. Aproximadamente 40-55% de todos os pacientes com deslocamento de retina são míopes, 30-40% são áfacos, ou pseudofácicos e 10-20% têm história de trauma ocular direto. A incidência familiar do descolamento de retina idiopático e sua bilateralidade é observada em 3,5% e 13,3% dos casos, respectivamente. Trauma Ocular: 90% dos traumas oculares podem ser prevenidos. Os traumas domésticos correspondem a 40-45% do total de acidentes oculares, e 26.9% das feridas perfurantes oculares acontecem no ambiente doméstico. Do total desses traumas perfurantes, 30.3% são devidos a objetos volantes (fragmento de vidro ou porcelana), 30.3% à contusão, 21.1% a objetos pontiagudos, 8.2% a explosões e 6.4% causados por projéteis (Bonanomi MTBC, Alves MR, Kara-José N & Souza Jr. NA. Ferimento perfurante do globo ocular em adultos. Arq. Bras. Oftal. 43; 81-07,1980). Convém ressaltar que 79.1% dos traumas oculares em crianças ocorrem em casa, sendo faca, garfo e tesoura responsáveis por mais de 50% dos ferimentos oculares perfurantes vitimando crianças na faixa etária de 1-10 anos. Em crianças menores de 5 anos, o cigarro foi a causa de 31.8% das queimaduras oculares. A auto-agressão foi responsável por 46% dos traumas infantis contra somente 10.1% de agressão intencional. De maneira geral, os acidentes domésticos em crianças são mais freqüentes e mais graves que os ocorridos na escola, pois nessa os objetos mais usualmente relacionados ao trauma não estão ao alcance da criança (Kara-José N, Alves MR, Almeida GV, Sampaio MW, Milani JÁ & Paulino E. Subsídios para o estudo do trauma ocular. Publicação do Depto. de Oftalmologia da fac. Ciências Médicas da Unicamp, 1984). Entre os agentes causais de acidentes oculares apontamos a explosão de garrafas de refrigerantes carbonados, o vidro (com significativa participação de fragmentos de garrafas), explosão de vidro de esmalte, bombas juninas, e chumbinhos de espingardas de pressão.

Os acidentes automobilísticos constituem a principal causa de ferimentos perfurantes do globo ocular entre vítimas atendidas no Hospital das Clínicas da FMUSP. Os acidentes oculares do trabalho constituem um dos mais sérios problemas enfrentados pela medicina do trabalho, representando um importante fator de cegueira profissional (Kara-José N & Alves MR. O trauma ocular como causa de cegueira no Brasil. In: Trauma Ocular. Moreira Jr. CA, Freitas D & Kikuta HS. Biblioteca Brasileira de Oftalmologia, 1997, Rio de Janeiro, p.1-4). Estrabismo: Incidência de 3 a 5% na população geral, é uma das maiores causas de ambliopia na criança. Requer tratamento precoce e os pais devem levar as crianças ao oftalmologista tão logo notem qualquer desvio ocular. Atualmente, orientamos para que a primeira consulta oftalmológica seja feita por volta dos três anos de idade, e não mais aos sete como até pouco. Ambliopia: 2 a 5% da população geral.

Retinopatia da Prematuridade: 30.000 casos por ano no Brasil. Estima-se que o genoma humano contenha de 30.000 a 60.000 genes, os quais são responsáveis por algo em torno de 3.900 doenças hereditárias conhecidas segundo o catálogo de McKusick: Herança mendeliana no homem. Calcula-se também que cada pessoa tenha, pelo menos, um gene recessivo predispondo os descendentes a doenças hereditárias.


Texto adaptado, com trechos totalmente ou parcialmente transcritos a partir do trabalho dos médicos oftalmologistas Elisabeto Ribeiro Gonçalves, Marcos Ávila e Nelson Louzada, para o projeto "Pequenos Olhares", do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

SAÚDE OCULAR: prevenção da cegueira


Possivelmente, a visão talvez seja o sentido humano mais importante, considerando-se que a maior parte de nosso entendimento e contato com o mundo exterior realiza-se através dos olhos.
A maioria dos casos de cegueira evitável ocorre nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e a perda da visão acarreta graves prejuízos às atividades escolares, intelectuais, profissionais e sociais, restringindo fortemente a produção e a capacidade de trabalho das pessoas afetadas. Considerando-se tal fato, a descoberta precoce dos problemas e posterior encaminhamento do indivíduo aos serviços especializados é fundamental, haja vista que dois em cada três casos de cegueira poderiam ser evitados caso houvesse tal procedimento.
Estimativamente, quase todos os problemas oftalmológicos podem ser evitados com a promoção da saúde ocular junto às crianças e adolescentes em idade escolar. Nesse sentido, o presente texto visa contribuir para o melhor desempenho e participação dos professores e agentes de saúde na promoção da saúde ocular dos estudantes e também dos adultos. Por isso, a abordagem da temática será organizada por faixas etárias. 

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE SAÚDE OCULAR

Chamamos visão à capacidade dinâmica que o olho tem de perceber o universo que o cerca - capacidade esta que depende de uma ação coordenada entre o nosso sistema visual e o cérebro. Visando preservá-la, há uma série de cuidados simples que podemos tomar para evitar que elementos do ambiente ou de nossos hábitos cotidianos venham a comprometer o bom desempenho de nossos olhos.
 A educação em saúde ocular, através da disseminação de informações gerais e de práticas preventivas, é um caminho seguro que conduz a uma atividade visual saudável e, se for o caso, à detecção precoce de problemas oculares e ao encaminhamento dos indivíduos afetados aos serviços de saúde. 

Os seguintes elementos básicos influenciam as pessoas a ter uma boa visão e uma boa saúde:
Condições de vida: qualquer melhoria das condições de vida da população – emprego, habitação, alimentação, educação, saneamento, principalmente – resulta em melhoria da saúde em geral, inclusive a ocular;
    
Higiene pessoal e ambiental: praticar medidas de higiene e cuidados gerais com o corpo e a mente previne a propagação de doenças, inclusive as oculares;
Dieta alimentar adequada: para crianças, jovens e adultos, é recomendável a ingestão regular de verduras, legumes e frutas; o leite materno, por sua vez, além de conter todos os ingredientes necessários para o bom desenvolvimento do bebê, é rico em vitamina A, importante na prevenção da cegueira noturna;
Imunização: algumas doenças contagiosas     como o sarampo - podem causar 
cegueira, principalmente em crianças desnutridas. A vacinação das crianças e das mulheres adultas é fundamental na prevenção da rubéola, já que essa doença produz catarata congênita às crianças cujas mães a possuem.
Prevenção de problemas oculares: o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas de problemas oculares e visuais, bem como a verificação periódica da acuidade visual e a prática dos cuidados de prevenção de infecções e de doenças oculares são medidas importantes para se manter uma boa capacidade visual.

 SAÚDE OCULAR DOS LACTENTES E PRÉ-ESCOLARES

A criança começa a melhorar sua visão, ou a desenvolvê-la efetivamente, por volta dos 6 a 8 meses. Mas somente aos cinco ou seis anos ocorre a maturação visual completa. O adequado cumprimento do calendário de vacinação e dos cuidados gerais e de higiene previnem as doenças provocadas por agentes infecciosos. A introdução de uma alimentação rica em vitaminas, desde cedo, logo após o término do aleitamento materno, ajudará a manter uma boa saúde.
Rotineiramente, devem ser procurados sinais e sintomas genéricos que podem indicar que a criança possui problemas oculares, tais como apresentar dor de cabeça freqüente; ser dispersiva ou desastrada; cair muito e derrubar objetos; ter dificuldade de acompanhar as brincadeiras dos colegas; fazer caretas, piscar muito, apertar os olhos; inclinar a cabeça para ver e aproximar-se demais da TV ou das páginas de revista e livros. Esses sinais podem indicar que a criança sofre de baixa acuidade visual; assim, deve ser levada ao oftalmologista o quanto antes, para consulta.
Outros sinais e sintomas muito comuns de problemas visuais, que também devem ser observados, são: lacrimejamento; olhos vermelhos; secreção, purgação (pus); crostas nos cílios; olhos semi-abertos; visão embaçada; sensibilidade excessiva à luz; visão dupla e desvio ocular (estrabismo). Em caso de dúvida, o teste de acuidade visual é sempre recomendável, pois permite a detecção de problemas oculares ainda não manifestos.

Com relação a esta faixa etária, os adultos deverão estar atentos à prevenção de acidentes com objetos ponteagudos e/ou cortantes - como faca, tesoura, lápis, por exemplo - ou produtos químicos – como o álcool, água sanitária, detergente e medicamentos – haja vista que crianças dessa idade costumam ter verdadeira atração por esses materiais, que podem levar perigo a seus olhos. 

SAÚDE OCULAR DOS ADOLESCENTES

 Todas as crianças, antes de começar a freqüentar a escola, devem ir ao oftalmologista para realização de teste de acuidade visual. Por sua vez, a professora deve estar especialmente atenta aos seguintes sinais: olhos vermelhos após a aula; lacrimejamento durante a leitura; aproximar ou afastar muito o livro dos olhos; cansaço e desinteresse após a atividade escolar; dores de cabeça, tonturas e náuseas, após esforço visual; troca de letras semelhantes, ao ler.
Complementarmente, as noções de higiene e de educação alimentar também devem ser mantidas e reafirmadas com freqüência.
Geralmente, a adolescência é a fase em que a miopia se manifesta, cujo início se faz sentir por volta dos 10 anos. Assim, deverão ser encaminhadas a exame oftalmológico todas as crianças que nesta faixa de idade sintam dificuldades em enxergar o que está escrito no quadro ou localizar objetos situados muito longe.
É conveniente que as adolescentes sejam vacinadas contra a rubéola, prevenindo os bebês das eventuais gestantes contra a cegueira dos recém-nascidos. Os riscos de acidentes também devem ser prevenidos, atentando-se principalmente às atividades esportivas rudes. 

 O ADULTO E A SAÚDE OCULAR

Os adultos devem periodicamente submeter-se ao exame de acuidade visual, e procurar o oftalmologista caso percebam algum declínio de capacidade visual. Todas as pessoas com mais de 35 anos de idade devem, sempre que possível, submeter-se ao exame de avaliação dos olhos e da visão, com o objetivo de detectar possíveis problemas e alterações.

Geralmente após os 40 anos, os adultos começam a observar o aparecimento dos sintomas da vista cansada. As letras vão se tornando menos nítidas, há dificuldade para a leitura das letras menores e a pessoa, para obter o foco ideal para ler, começa a afastar o livro ou jornal. Nessas circunstâncias, o oftalmologista deve ser procurado para que os exames e medidas sejam feitos e os óculos, receitados.
Determinadas atividades profissionais predispõem as pessoas a um número maior de alterações oculares. Assim sendo, o uso cuidadoso dos equipamentos de proteção do trabalhador - os óculos de segurança, por exemplo - e o bom estado das máquinas utilizadas evitam a ocorrência de traumas.
A mulher adulta deve ser vacinada contra a rubéola, o que evitará o aparecimento desta moléstia durante a gestação, já que esta doença, repetimos, adquirida nos primeiros 3 meses, pode causar cegueira ou catarata congênita no recém-nascido. Daí a importância da realização do pré-natal, essencial para a gestante, já que nele se faz o tratamento de infecções ginecológicas - que previne as conjuntivites do recém-nascido, adquiridas no canal de parto - bem como a detecção precoce e o correto tratamento de doenças que podem prejudicar tanto a gestante como o bebê.
Com relação às gestantes de alto risco, devem fazer exame ocular de rotina, visando detectar possíveis alterações.

  O IDOSO E A SAÚDE OCULAR

 É na faixa acima de 65 anos que ocorre a maioria dos casos de baixa acuidade visual e cegueira. Estes problemas não devem ser considerados como resultantes do processo normal de envelhecimento, porque, se bem utilizados os recursos clínicos e cirúrgicos existentes - como, por exemplo, a cirurgia de catarata -, a visão do idoso pode ser recuperada. Mesmo no caso de vir a desenvolver cegueira, o idoso deve receber orientação e ser encaminhado para reabilitação, evitando restringir suas atividades.
Por outro lado, instalam-se nos idosos alterações relacionadas ao próprio envelhecimento e acentuam-se as doenças crônico-degenerativas como a hipertensão e o diabetes, que, se descontrolados, atingem os órgãos da visão e devem ser diagnosticados e tratados a tempo. O exame e o acompanhamento oftalmológico regular dos idosos é um procedimento bastante útil para evitar problemas que prejudiquem sua participação na vida familiar e comunitária. 

  PREVENÇÃO DE ACIDENTES OCULARES

Acidentes que afetam os olhos ou a cabeça podem acontecer no ambiente de trabalho, na escola, na prática de esportes ou nos momentos de lazer. Esse tipo de ocorrência pode ser evitado, ou pelo menos reduzido, com a adoção dos seguintes procedimentos: 
  
- Medicamentos e substâncias inflamáveis ou químicas devem sempre ficar longe do alcance das crianças;
- Objetos pontiagudos e cortantes - como facas, estiletes, tesouras, por exemplo - não devem ser manuseados por crianças; 
- Devem ser evitados brinquedos potencialmente perigosos, como estilingue, dardo, flecha, revólveres e espingardas de chumbo; 
 - Deve ser evitada a permanência de crianças junto ou próximas ao fogão;
No automóvel, as crianças devem ser sempre transportadas no banco traseiro e o uso do cinto de segurança é absolutamente indispensável; 
 - Deve ser evitado o manuseio de substâncias inflamáveis e tóxicas perto de crianças; 
- Deve-se tomar cuidado especial - ou mesmo evitar – com determinados esportes e brincadeiras infantis de tipo violento ou agressivo; 
- As lentes dos óculos devem ser do tipo endurecidas, evitando-se o uso de lentes de vidro ou de material facilmente quebrável; 
- Devem ser evitadas brincadeiras - onde haja muita proximidade - com animais estranhos.

Porém, se apesar desses cuidados ocorrer um acidente, é fundamental que no momento do primeiro atendimento seja realizado um exame ocular, em busca de lesões e de corpos estranhos nos olhos, e o acidentado deve ser imediatamente encaminhado ao oftalmologista.

Fonte : www.nipomed.srv.br

SAÚDE OCULAR: importância da prevenção a cegueira infantil


Estima-se que haja no mundo cerca de 1,5 milhão de crianças cegas, e destas aproximadamente 100 mil estão na América Latina. A magnitude do problema é considerada pelo número de crianças cegas x expectativa de vida (1,5 milhão de crianças cegas x 50 anos de expectativa de vida = 75 milhões de anos de cegueira). A cegueira na criança torna-se então uma das prioridades do Programa Visão 2020, uma iniciativa global da Organização Mundial de Saúde (OMS)  e Agência Internacional de Prevenção à Cegueira que tem como objetivo a erradicação da cegueira prevenível e tratável do mundo que corresponde a 60% dos casos.  
O Brasil está inserido neste programa e em todos os estados há desenvolvimento de ações para a Prevenção da Cegueira com apoio da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Sociedades Regionais Filiadas.
A Visão é o mais importante órgão sensorial para o desenvolvimento global da criança, visto que 80% das informações que chegam ao cérebro é através da visão.
            Um atraso no diagnóstico e no encaminhamento precoce ocasiona danos importantes no desenvolvimento visual e global da criança. Por isso, é fundamental a realização do TESTE DO REFLEXO VERMELHO em todas as Crianças.

TESTE DO REFLEXO VERMELHO OU TESTE DO OLHINHO
OU TESTE DE BRUCKNER
        
É o mais importante teste de triagem visual que tem como objetivo identificar alterações na transparência das estruturas oculares tais como córnea, cristalino, vítreo além de problemas na retina. É capaz de identificar as principais causas de cegueira na infância. O exame é realizado de  rotina em  todo recém – nascido quando da alta da maternidade e deve ser repetido nas consultas pediátrica e/ou oftalmológica, visto que algumas doenças podem não estar presentes nos primeiros 30 dias de vida e vir a se manifestar posteriormente.

         Onde pode ser realizado?
Berçário, sala de parto, consultório/ambulatório

         Quando pode ser realizado?
Nos primeiros 30 dias de vida e repetido em toda consulta pediátrica e/ou oftalmológica, pois existem doenças que não estão presentes logo ao nascimento.

        Quem pode realizá-lo?  Que habilitação técnica é necessária?

O Médico. Em especial, os Pediatras, Neonatologistas, Oftalmologistas, Médicos da Saúde da Família. É necessário formação – 6 anos de medicina com conhecimento das doenças oculares.   

  Há necessidade de outros profissionais fazerem o teste do olhinho?

Não. Há número suficiente de médicos para a necessidade da população no Brasil.

 Total de médicos ativos no Brasil CFM, set/05): 301.172

 População Brasileira (IBGE, ago/04): 181.581.024

 1 médico para 603 habitantes . A OMS recomenda 1 / 1.000

O Estado do Ceará deu um passo à frente na Prevenção À Cegueira Infantil No Brasil, com a extensão do treinamento do teste do olhinho a 175 municípios (98%) de 22 microrregiões de saúde em 25 Hospitais Pólos. Esta ação é parte de um projeto de pesquisa em saúde que tem o apoio do CNPQ. Projeto este, que envolve parceria com os estudantes do pet medicina/ UFC e instituição privada CAVIV (Centro de Aperfeiçoamento Visual Islane Verçosa) com início desde julho de 2007.

    Qual o material necessário para a realização do exame?

Para o teste é necessário um aparelho de uso exclusivo dos médicos, ooftalmoscópio direto.

Como realizá-lo?
Posicionar o oftalmoscópio direto à aproximadamente 50 cm a 1m dos olhos  da criança, localizar as pupilas simultaneamente, focar entre zero e 3 dioptrias, para a identificação do Reflexo Vermelho (o reflexo que volta refletido da estrutura interna da retina).


   Doenças que podem ser identificadas pelo teste do olhinho?
O “teste do olhinho” pode detectar qualquer patologia que cause alterações na transparência das estruturas oculares tais como córnea, cristalino, vítreo e retina. As doenças que são mais facilmente identificadas pelo teste do olhinho são Catarata Congênita (causa importante de cegueira infantil) e o Retinoblastoma (tumor intraocular mais freqüente na infância). Outras doenças também possíveis de serem identificadas são Retinopatia da Prematuridade, Glaucoma Congênito, Persistência do Vítreo Primário Hiperplásico, Doença de Coats, Toxoplasmose, Toxocaríase, Hemorragia Vítrea, Coloboma e até Altas Ametropias.

 Causas mais freqüentes de cegueira na infância.

Catarata Congênita ocorre em 0.4% dos nascidos vivos e é uma importante causa de cegueira infantil, especialmente nos países “em desenvolvimento”, devido à alta incidência de infecções congênitas, como a rubéola. Nos países do “primeiro mundo”, a maior causa de catarata congênita é genética, geralmente herdada de forma autossômica dominante. Pode ser uni ou bilateral. Ao incidirmos a luz do oftalmoscópio direto sobre as pupilas de um bebê com catarata congênita, o reflexo vermelho não será visto de maneira clara ou uniforme. 

Glaucoma Congênito é na maioria das vezes herdado de forma autossômica recessiva e ocorre em aproximadamente 1 para cada 10:000 nascidos vivos. É geralmente bilateral e assimétrico. O aumento de pressão intra-ocular provoca rupturas no endotélio corneano, levando a edema de córnea. O edema de córnea impede a entrada normal de luz para dentro do olho, o que poderá ser visto ao ser realizado o teste do reflexo vermelho (teste do olhinho). E este aumento de pressão danifica de forma irreversível o nervo óptico causando cegueira. 

Quanto aos Tumores Malignos Intra-Oculares, o Retinoblastoma é o mais freqüente na infância e é uma doença grave pelo risco de causar morte. Existem dois tipos de retinoblastoma: os resultantes de uma mutação somática, onde um fotorreceptor da retina sofreu uma mutação e desenvolveu o tumor, e outra, resultante de uma mutação germinativa (universal), onde todas as células do indivíduo carregam a mutação responsável pelo tumor. O retinoblastoma resultante de uma mutação somática é esporádico, sempre unilateral e raramente congênito. O retinoblastoma decorrente de uma mutação germinativa é transmitido de forma autossômica dominante, é bilateral em 30% dos casos e pode ser congênito. A incidência, em torno de 1 para cada 15 000 nascidos vivos, varia conforme o nível de desenvolvimento da região, sendo maior nos “países do primeiro mundo”, devido ao aumento da sobrevida dos bebês com retinoblastoma que podem transmitir os genes para seus descendentes.

 No Brasil, 60% dos retinoblastomas são diagnosticados tardiamente, quando já não é possível salvar o olho, e às vezes nem a vida da criança. A presença de uma massa intra-ocular pode interferir com o reflexo luminoso que vem da retina, e pode ser detectada pelo “teste do olhinho” por um médico.

Toxoplasmose congênita   é uma doença causada pela infecção do organismo por um protozoário esporozoário parasita, o toxoplasma gondii.  Geralmente é uma doença assintomática  com sintomas muito variados dependendo da imunidade do paciente, contudo  em crianças pode causar lesões oculares graves, ocasionando a perda  da visão pela predileção do toxoplasma pela mácula, causando uma intensa destruição desta região principal da visão.
Entretanto, é importante salientar que este teste é um “screening” para todo bebê normal e não detecta a retinopatia da prematuridade. Caso o bebê seja prematuro (com menos de 32 semanas de gestação ou com peso de nascimento inferior a 1500g), o oftalmologista deve ser chamado para realizar exame de mapeamento de retina entre a quarta e a sexta semana de vida extra-uterina do prematuro.

Fontes:
Ferreira rc. Como diagnosticar a segunda maior causa de cegueira infantil no país: retinopatia da prematuridade. Rev soc cat oftalmol. 2001;6:6-8.
Belfort, r. Jr., orefice, f.. Uveítes. Conselho brasileiro de oftalmologia, 2007.
Verçosa, IC, Tartarella,MB. Catarata na Criança. 2008