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domingo, 13 de março de 2011

PREVENÇÃO DA DEFICIÊNCIA VISUAL

Será usado o nascimento como ponto de referência. Assim teremos as causas PRÉ-NATAIS (as que incidem antes do nascimento), As PERINATAIS ( que incidem a partir do momento do parto até as primeiras horas de vida) e as causas PÓS-NATAIS (depois do nascimento).

AS CAUSAS PRÉ-NATAIS

São genéticas, ocorrem por alterações de genes ou cromossomos, de forma acidental ou hereditáriamente transmitidas. Podem ser algumas delas: Síndrome de mau formações múltiplas, infecciosas: como rubéola, toxoplasmose, sífilis, citamegalovirose. Problemas na gestação: doenças como (diabetes e pressão alta), glaucoma, catarata.
Causas PERI-NATAIS: ocorridas a partir do momento do parto, como a prematuridade (quando o bebê nasce antes da data esperada); Fototerapia, indicada nos casos graves de icterícia, pode ser também responsável por deficiência visual grave.
CAUSAS PÓS-NATAIS:

Desnutrição infantil: privação sócio econômica cultural, isto é, além de falta de alimentação adequada, falta de estimulação necessária ao seu desenvolvimento. Infecções do sistema nervoso central e periférico: Meningites, encefalites, septicemias (infeções generalizadas), poliomielite. Traumatismo craniano e ocular: por quedas, acidentes de transito, espancamentos, entre outros. Tumores no cérebro, no ouvido interno ou no globo ocular.
Exija que sejam feitos testes preventivos em seu bebê, como o APGAR por exemplo. Tenha cuidados adequados, proporcionando amparo afetivo e ambiente propício para seu desenvolvimento.

Teste de Apgar

Esse teste, desenvolvido pela Dra. Virginia Apgar, uma anestesiologista que o desenvolveu em 1952, pode predizer melhor a sobrevivência de um bebê do que o novo teste de alta tecnologia feito no sangue do cordão umbilical.

O Apgar se baseia em observações feitas no primeiro minuto de vida e é repetido aos 5 minutos. É preciso olhar a freqüência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, reação motora e cor, que indica a quantidade de oxigênio que atinge a pele. Cada um recebe uma nota que varia de 0 a 2. Um total de 7 ou mais indica uma condição excelente. Um total de 3 ou menos indica problemas graves e alto risco de óbito.

Que exames médicos ajudam a detectar a ocorrência de deficiências?

No Estado de São Paulo, existem leis que tornam obrigatória a realização de exames para detectar a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito, a credetização (limpeza dos olhos ao nascimento) e a vacinação (contra meningite, poliomielite e sarampo.
Em todo o Brasil, deve ser exijido do hospital o exame do pézinho,  teste da orelhinha, teste do olhinho e o  teste do apgar.
O vírus da rubéola é outro dos responsáveis pelo surgimento de deficiências visuais e auditivas durante a formação dos bebês no útero materno.
 Outros exames laboratoriais necessários para a mãe são os de urina e fezes, o da toxoplasmose e o da sífilis. da mulher entre 15 e 29 anos vacine-se.

Antes de engravidar:

Vacine-se contra a rubéola. Na gravidez ela afeta o bebê em formação, causando malformações, como cegueira, deficiência auditiva, etc). Procure um serviço de aconselhamento genético(principalmente quando houver casos de deficiência ou casamentos consangüíneos na família). Faça exames para detectar doenças e verificar seu tipo sangüíneo e a presença do fator RH.

Durante a gravidez:

Consulte um médico obstetra mensalmente; Faça exames de controleSó tome os remédios que o médico lhe receitar; Faça controle de pressão alta, diabetes e infecções; Faça uma alimentação saudável e balanceada; Não se exponha ao raio X ou outros tipos de radiação; Evite o cigarro e as bebidas alcoólicas e  evite contato com pessoas que tenham doenças infecciosas.

Os cinco sentidos
1- TÁTIL - CINESTÉSICO

Na ausência da visão, as informações mais completas e confiáveis são obtidas através do sentido tátil - cinestésico. O tato associado a cinestesia, as sensações térmicas e a percepção básica permite a criança com deficiência visual o reconhecimento, a localização e a discriminação do seu corpo e dos objetos que a cercam, estabelecendo assim, uma efetiva interação com o seu meio.

2- AUDIÇÃO

Os estímulos sonoros são uma das principais fontes de contato com o ambiente; por isto a estimulação auditiva deverá ser realizada associando-se o som ao seu respectivo significado, a fim de evitar respostas repetitivas e automatizadas, tão prejudiciais á utilização da informação auditiva como meio de aprendizagem. A audição é um sentido de extrema importância para a pessoa cega porque através da localização e discriminação dos sons ela seleciona pistas e pontos de referência que irão facilitar a sua orientação e mobilidade.

3- OLFATO

Desde cedo, a criança com deficiência visual deverá ser orientada a desenvolver e utilizar ao máximo o sentido do olfato. A identificação, discriminação e localização de odores variados (alimentos, remédios, flores e outros) permite a pessoa com deficiência visual maior domínio do ambiente, facilitando o reconhecimento de farmácias, restaurantes, etc., bem como prevenindo situações de risco – cheiro de gasolina, gás, fumaça, dentre outros.

4- PALADAR

O paladar é também um sentido importante para o desenvolvimento global da criança cega. A percepção gustativa lhe permite reconhecer, discriminar e selecionar alimentos com os principais sabores: doce, amargo, salgado, ácido e outros.

5- VISÃO RESIDUAL
Havendo indícios de que a criança possui alguma baixa visão, deverá ser encaminhada imediatamente a um programa de estimulação visual, de forma integrada as demais funções: SENSÓRIO-MOTORAS, COGNITIVAS, PSICO-AFETIVAS E SOCIAIS. Assim, a criança será motivada a usar o resíduo visual que possui com eficiência nas atividades lúdicas, de vida diária e na locomoção, garantindo futuramente a sua autonomia, independência e adequação social.
Uma criança quando nasce cega, dependerá da audição e do tato para adquirir conhecimentos e formar imagens mentais. Porém, se a criança ficou cega após os cinco anos, terá retido imagens visuais e será capaz de relacioná-las com imagens auditivas e táteis com mais facilidade. Como principais limitações da cegueira, podemos citar a privação de importantes pistas sociais (gestos, movimentos e expressões fisionômicas de outras pessoas), restrição da mobilidade independente em ambientes não familiares, impedimento de acesso direto à palavra escrita (sem a visão poderá passar a usar o Braille ou o Sorobã, que são mais demorados), dentre outras.
Além das limitações impostas pela presença da cegueira ou visão subnormal, várias conseqüências incidirão sobre o desenvolvimento da criança. No desenvolvimento motor, onde a visão funciona como "auto-estimulo" para o bebê, poderá acarretar atraso na mobilidade auto-iniciada (levantar o tronco quando está de bruços, sentar-se sozinha,...); atraso na iniciativa para alcançar objetos; atraso no movimento de preensão (seguras as mãos, pegar objetos,...); atraso na coordenação das mãos; surgimento de maneirismos (regressão aos padrões motores primitivos, com movimentos não direcionados, característicos até os três meses como movimentos reflexos). 
O bebê cego nos primeiros meses de vida quase não se movimenta, por isso deverá ter uma estimulação precoce utilizando objetos com pistas sonoras (sons agradáveis) e seus pais deverão ser orientados para colocar o bebê em diferentes posições para que possa viver a experimentação das várias posições corporais e desenvolver sua movimentação.
No desenvolvimento cognitivo poderá apresentar atraso da noção de permanência de um objeto, dificultando a capacidade de reconhecer a realidade externa como diferente da sua; utilização da coordenação áudio-manual (busca de um objeto quando estimulado por um som) com maior freqüência do que a visual-manual, que estará comprometida, levando a uma menor manipulação e experimentação dos objetos; demora na compreensão de dimensões de objetos e na aquisição de noção de causalidade (causa e efeito) e dificuldade no aprendizado através da manipulação e jogos de construção (blocos), nestes casos podendo ser utilizada a argila como alternativa.

O desenvolvimento da linguagem também é afetado com a criança utilizando um número menor de palavras funcionais relacionadas ao seu ambiente (ali, lá, acima,...) e pode surgir o verbalismo, quando a criança vivência a experiência do outro pelo uso das palavras ou expressões sem corresponder com situações que tenha vivenciado.
O importante é criar o ambiente propício para a criança com deficiência visual conseguir alcançar um desenvolvimento compatível com o estágio de vida que se encontrar até que possa ter a capacidade de se tornar independente e ativa socialmente. Para tanto é extremamente importante que pais, cuidadores e profissionais de saúde formem uma "equipe humana" onde cada um terá seu papel na estimulação precoce da criança, inserindo-a verdadeiramente no contexto social. Neste sentido, a equipe de saúde (pediatria, fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia,...) deverá ser transdiciplinar e não sendo possível, pelo menos multidisciplinar, para que o
tratamento seja o mais eficiente e o menos traumático possível, dando a criança toda a confiança e tranqüilidade para seu desenvolvimento.
A criança demonstra de várias maneiras se possui alguma deficiência visual pela forma como lida com os brinquedos Os pais podem ter nos brinquedos grandes aliados na detecção de problemas na visão. A criança demonstra de várias maneiras se possui alguma deficiência visual pela forma como lida com os brinquedos. O jeito com que abotoa a roupa, o movimento que faz para encaixar peças ou mesmo pegar objetos são termómetros para identificar possíveis problemas visuais. O movimento dos olhos ao acompanhar os brinquedos, por exemplo, é um sinal de como está a visão dos bebês.
A posição dos olhos deve ser simétrica em todas as direções. Caso contrário, a criança pode ter estrabismo. Outros detalhes que devem ser observados nos filhos são: se os pequenos levam o brinquedo muito próximo aos olhos; se estão a fazer uma ligação adequada da parte motora com a visual; se demoram a chutar uma bola; se tropeçam com frequência; se estendem apenas uma mão para apanhar objetos; se separa e combina cores corretamente; se não gosta de brincar de encaixar peças ou tem dificuldades em escolher a peça adequada e colocá-la na posição correta. Até mesmo o uso de lápis de cor pode ser um indicativo de como anda a visão. Note se a criança usa todas as cores, quais ela prefere (se claras ou escuras) e veja se o lápis sai muito do local do desenho.  Com esta simples observação, é possível visualizar se ela tem um bom controlo de amplitude e se possui uma visão de cores apurada.  Crianças com problemas de visão piscam e fazem caretas mais frequentemente, fecham ou apertam um olho para focar melhor, confundem palavras semelhantes, escrevem de modo sobreposto ou fora da linha, compreendem cada vez menos na medida em que a leitura progride, perdem interesse rápido no que estão a ler, queixam-se de dores de cabeça, sonham acordados ao invés de prestar atenção ao quadro e não conseguem concluir o jogo dos sete erros entre dois desenhos semelhantes. 

http://www.terravista
http://www.drmundi.com.br/artigo.

DEFICIÊNCIA VISUAL

 O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira). A definição de deficiência visual é quantitativa. É considerada cegueira a acuidade visual de 6/60 ou menos no melhor olho com correção apropriada, e uma restrição do campo visual menor que 20 graus, caracterizando a “visão de túnel” (6/60 significa que a pessoa precisa de uma distância de seis metros para ler o que normalmente se leria a sessenta metros). Segundo a OMS (Bangkok, 1992), o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ou correção óptica convencional, Uma pessoa com baixa visão é aquela que possui seu funcionamento visual comprometido, mesmo após tratamento e/ou correção de erros refracionais comuns. Ela tem acuidade visual inferior a 10 graus de seu ponto de fixação (20/200 a 20/70 pés no melhor olho após correção máxima) mas, apesar disso, utiliza ou é possivelmente capaz de utilizar a visão para o planejamento e a execução de uma tarefa. 

CLASSIFICAÇÃO

Há vários tipos de classificação. De acordo com a intensidade da deficiência, temos a deficiência visual leve, moderada, profunda, severa e perda total da visão. De acordo com comprometimento de campo visual, temos o comprometimento central, periférico e sem alteração. De acordo com a idade de início, a deficiência pode ser congênita ou adquirida. Se está associada a outro tipo, como surdez, por exemplo, a deficiência pode ser múltipla ou não.

DADOS ESTATÍSTICOS

Segundo a OMS-Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundial apresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é composta por cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente. Dados oficiais de cada país não estão disponíveis.

CAUSAS

De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como as cataratas. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas. As causas podem ser divididas também em: congênitas ou adquiridas.

Causas congênitas: amaurose congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita.
Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.

FATORES DE RISCO
  • Histórico familiar de deficiência visual por doenças de caráter hereditário: por exemplo glaucoma.
  • Histórico pessoal de diabetes, hipertensão arterial e outras doenças sistêmicas que podem levar a comprometimento visual, por exemplo: esclerose múltipla.
  • Senilidade, por exemplo: catarata, degeneração senil de mácula.
  • Não realização de cuidados pré-natais e prematuridade.
  • Não utilização de óculos de proteção durante a realização de determinadas tarefas (por exemplo durante o uso de solda elétrica).
  • Não imunização contra rubéola da população feminina em idade reprodutiva, o que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita e conseqüente acometimento visual.
IDENTIFICAÇÃO

Alguns sinais característicos da presença da deficiência visual na criança são desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares, baixa aproveitamento escolar, atraso de desenvolvimento. No adulto, pode ser o borramento súbito ou paulatino da visão. Em ambos os casos, são vermelhidão, mancha branca nos olhos, dor, lacrimejamento, flashes, retração do campo de visão que pode provocar esbarrões e tropeços em móveis. Irritações crônicas nos olhos, indicadas por olhos lacrimejantes, pálpebras avermelhadas, inchadas ou remelosas, náuseas, dupla visão ou névoas durante ou após a leitura. esfregar os olhos, franzir ou contrair o rosto quando se olham objetos distantes, excessiva cautela no andar, correr raramente e tropeçar sem razão aparente, desatenção anormal durante realização de trabalhos escolares, queixas de enevoamento visual e tentativas de afastar com as mãos os impedimentos visuais, inquietação ou nervosismo excessivo depois de um prolongado e atento trabalho visual, pestanejar excessivamente, sobretudo durante a leitura., segurar habitualmente o livro muito perto, muito distante ou em outra posição enquanto se lê, inclinar a cabeça para um lado durante a leitura, capacidade de leitura por apenas um período curto de cada vez, fechar ou tampar um olho durante a leitura.
Em todos os casos, deve ser realizada avaliação oftalmológica para diagnóstico do processo e possíveis tratamentos, em caráter de urgência.

 DIAGNÓSTICO

Obtido através do exame realizado pelo oftalmologista que pode lançar mão de exames subsidiários. Nos casos em que a deficiência visual está caracterizada, deve ser realizada avaliação por oftatmologista especializado em baixa visão, que fará a indicação de auxílios ópticos especiais e orientará a sua adaptação.
Um projeto que vem sendo desenvolvido pelo instituto de pesquisas científicas israelense Nano Retina pode ser uma nova esperança para pessoas com deficiências visuais. Trata-se de um dispositivo, que vem sendo chamado de Bio-Retina, que fará com que à pessoas que sofrem de degeneração na retina, uma das principais causas da cegueira, voltem a enxergar devido a tecnologia baseada na capacidade do cérebro de interpretar dados visuais. Uma vez que implantado, em um processo que não deve durar mais do que meia hora, o aparelho proporcionará, inicialmente, visão em preto e branco, mas a expectativa é que ele seja desenvolvido para cores.Os testes em pacientes devem começar em 2013, nos Estados Unidos. Os pesquisadores israelenses esperam que dentro de cinco ano o mesmo já esteja no mercado.

As forma de prevenção:

* Aconselhamento genético: casais com alta probabilidade de terem filhos com deficiência devem ter consciência do fato.
* Exame pré-natal: acompanhamento da gestação diminui o risco de má formação do bebê.
* Vacina contra rubéola: mulheres que não contraíram rubéola devem ser vacinadas pelo menos três meses antes de engravidar.
* Condições de parto: ambiente com recursos de reanimação e berçário.
* Vacinação da criança.
* Prevenção de acidentes


http://www.afb.org/


quarta-feira, 9 de março de 2011

O CORPO - O USO DOS SENTIDOS EM ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE

A "orientação e mobilidade" é, certamente, o componente mais importante no processo de reabilitação e integração do deficiente visual. A imagem de um indivíduo movimentando-se nas ruas, atravessando-as, passando entre os carros, entrando nos transportes públicos, desviando-se dos obstáculos com destreza usando apenas uma bengala branca, é comum nos dias que correm. Esta capacidade de mobilidade e de orientação é conseguida recorrendo a uma aprendizagem muito específica que tem como objectivo fazer com que o cego use todos os seus outros sentidos de uma forma coordenada e constante que o levam a saber onde está, por onde deve ir e como reconhecer os vários locais. Além de aprender a usar convenientemente a audição, o olfacto, o tacto, etc., o cego também aprende a criar pontos de referência que o ajudam a identificar determinados locais.  Um sinal de trânsito, um declive, mudança de piso, saliência numa parede, podem ajudar um cego a identificar um determinado local. Ouvir de que lado vêm os carros ou sentir de onde vem o vento, pode ajudar um cego a saber se está junto a uma rua e se pode atravessá-la. Um cheiro a bolos ou a café pode ajudá-lo a identificar uma confeitaria. Aprendem-se também técnicas que permitem alguma segurança na mobilidade de forma a prevenir alguns incómodos ou até mesmo acidentes. O ser humano, através da visão, tem a possibilidade de identificar objetos, além de distinguir cores, formas, tamanhos e distâncias. Para Hall (1986: 133), a distância faz parte de um dos sistemas de coordenadas na relação de nosso corpo com outros corpos e objetos.
A visão se apresenta como um sentido de grande importância na captação de estímulos e projeções espaciais, facilitando o relacionamento do homem na sociedade. De acordo com Hall, a percepção de um cego atinge um raio de seis a trinta metros, enquanto as pessoas com visão poderiam atingir as estrelas. Além disso, na maioria das vezes, os cegos têm comprometidas as suas relações pessoais, através da exclusão social, pois fogem do padrão de normalidade estabelecido. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1993, 10% da população brasileira é portadora de deficiência, sendo 0,5% portadores de deficiência visual, num total aproximado de 700 mil cidadãos.
Vários segmentos da sociedade, a exemplo dos idosos, crianças e deficientes e, no caso específico deste estudo, os cegos congênitos, estão à margem da sociedade. Segundo Lemos (1981), estes cegos, cuja perda de visão ocorre a partir do nascimento até cerca de cinco anos de idade, ocupam um espaço marginal por não apresentarem produção como as pessoas ditas normais. Para Glat (1995), o “isolamento social dessas pessoas ainda persiste”, e elas poderiam estar ocupando espaços considerados dignos em nossa sociedade, ou seja, o espaço social, que para Bourdieu (1990) funciona como um “espaço de estilos de vida”, onde deve ser valorizada cada ação individual.

O corpo é um espaço; quando valorizamos a ação individual estamos respeitando o espaço corporal. A construção espacial é simbólica, e é no corpo que sua noção é registrada. Por isso ele é o espaço fundador, referências dentro e fora, sair e entrar, engolir e expelir, projetar e incorporar. De acordo com Merleau-Ponty (1994: 328), “o espaço não é o ambiente (real ou lógico) em que as coisas se dispõem, mas o meio pelo qual a posição das coisas se torna possível”. E tudo isso é apreendido pelo corpo. Nesse sentido, o corpo constrói uma relação consigo mesmo, através da imagem corporal elaborada em sua apreensão de mundo. Para Vayer (1985: 93),

“a consciência de si mesmo ou experiência de si mesmo é evidentemente o conjunto de retroações originadas das interações indivíduo-mundo, mais precisamente sua interpretação e memorização pelo sistema nervoso sob a forma de conjuntos estruturados de informação e de programas.”

Vayer (1985: 96) nos alerta para a grande diversidade terminológica decorrente dos modelos culturais, que nos levam a utilizar termos diferentes: imagem do corpo; imagens motoras; esquema postural; esquema de atitude, esquema corporal. Segundo o mesmo autor, são os distúrbios ou as dificuldades da existência que nos fazem perceber a estrutura corporal, porque a construção mental do esquema corporal é ligada à história de vida de cada indivíduo, respeitando as influências culturais e individuais. As pessoas cegas, assim como as videntes, não constróem sozinhas o esquema corporal. No jovem cego congênito, além da necessidade do toque corporal, há também a necessidade de diálogo verbal com os pais, sobre o esquema corporal e a imagem do seu corpo. Contudo, conforme Telford & Sawrey (1988), se este diálogo verbal não for bem esclarecido, devido à perda de elementos da comunicação não-verbal (posturas, gestos e expressões faciais), a imagem do corpo do cego congênito poderá ficar deturpada, influenciando no seu movimento.

O movimento, além de abranger atos motores, atinge também a dimensão social, como o direito de ir e vir. Para Bourdieu (1989), o espaço de relações é tão real quanto o espaço geográfico, ampliando a expansão do indivíduo, permitindo-lhe variar a rede de relações corporais e sociais. O deslocamento nos diferentes espaços proporcionará ao indivíduo cego estímulos da memória e da organização espaço-temporal a fim de propiciar maior interação com a sociedade, evitando o seu isolamento e permitindo movimentos do corpo. O movimento corporal, ao ser racionalizado, recebe grande influência do meio social. Le Boulch (1988: 51) refere-se ao movimento da seguinte forma:
 
“os movimentos expressivos do corpo, suas reações tônicas, assumem uma dimensão social na medida em que se revestem de um sentido pragmático ou simbólico para outrem.”

Telford & Sawrey (1988) apontam algumas dificuldades, que, além de privarem os cegos de importantes pistas sociais, provocam racionalizações dos movimentos para sua adaptação: a) impedimento direto à palavra impressa; b) restrição da mobilidade independente em ambientes não familiares; c) limitação de percepção de objetos grandes demais para serem apreendidos pelo tato. A racionalização do movimento corporal na pessoa cega é mais prejudicial porque dificulta o conhecimento da distância em relação a objetos ou ao tamanho do espaço. Segundo Fonseca (1995), isto ocorre porque o conhecimento do corpo é transformado em conhecimento do espaço, através da intuição e da conceituação lógica, já que, para o autor, a organização espaço-temporal está integrada com motricidade, e a relação com os objetos que ocupam determinado espaço se dá a partir do próprio corpo. O corpo necessita passar por várias experiências. Há necessidade de se trabalhar a construção de um sujeito social. Ao referir-se ao movimento como modo de expressão, Le Boulch (1988) nos diz que
 
“o movimento do homem se desenvolve em presença do olhar de outrem e assume dessa forma uma relação de significante e significado, em outras palavras, ele apenas existe continuado por um outro ‘ser expressivo’ que o acolhe e o interpreta.”

Daí a problemática do cego, que não percebe a presença dos olhares. O olhar facilita relações pessoais. Um simples olhar, mesmo a uma determinada distância, pode ser um código de aprovação ou reprovação de uma relação de amizade. A falta de um olhar que lhe transmita aceitação ou não pode influenciar a mobilidade do cego entre as pessoas.

Trabalhar na dimensão macro de proporcionar possibilidades de expressão do corpo no espaço parece ser um meio de evitar a mecanização, que conduz o corpo como um objeto ocupando determinado espaço sem possuir mobilidade. Essa ocupação de posição no espaço depende da orientação do corpo em relação a objetos e outros homens. Através do corpo, o indivíduo deve ocupar vários espaços, usando a locomoção e orientação. Merleau-Ponty (1994: 341) diz:

“a orientação no espaço não é um caráter contingente do objeto, é o meio pelo qual eu o reconheço e tenho consciência dele como de um objeto.”

 O corpo é reconhecido na orientação espacial a partir da consciência corporal. Assim, como se tem consciência da existência de objetos, deve-se ter também consciência do próprio corpo. A ocupação de espaços dá-se através do estado ou da mobilidade de um corpo e se consolida pela manutenção dessa mobilidade ou desse estado. Daí a principal preocupação com a orientação e mobilidade do cego, que inicia-se na adequada estruturação espaço-temporal. Trata-se de um direito assegurado pela Constituição da República Federativa do Brasil (5 de outubro de 1988, art. 5º, parágrafo XV):

“É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens.”

e pela Lei nº 7.853 de 24 de outubro de 1989, que diz no seu art. 1º:

“ficam estabelecidas normas gerais que asseguram o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência, e sua efetiva integração social”.

Portanto, desenvolver a orientação e mobilidade do cego é dar-lhe condições de usufruir e exercer o direito de ir e vir com independência. Segundo Pereira (1990: 43), orientação “é um processo que o cego usa através de outros sentidos para o estabelecimento de suas posições em relação com todos os objetos significativos do seu meio circundante; e mobilidade é a capacidade de deslocamento do ponto em que se encontra o indivíduo para alcançar outra zona do meio circundante”.
A lei maior também protege o cidadão do cerceamento da liberdade de locomoção, concedendo-lhe habeas-corpus sempre que for impedido (Constituição Brasileira, 1988). Logo, criar barreiras que limitem ou impeçam a orientação e mobilidade de uma pessoa cega é desumano e inconstitucional.

A orientação e a mobilidade, apesar de serem de grande importância para a liberdade do cego, constituem-se áreas com insuficiência de estudos.

O interesse pelo assunto surgiu em 1929, com o uso de cães-guias, nos EUA. Após a II Guerra Mundial, a orientação foi sistematizada para atender ao número elevado de soldados que ficaram cegos, com o objetivo de torná‑los o mais independentes possível. Mais tarde, o médico Richard Hoover, preocupado com o aspecto funcional das bengalas de madeira, que possuíam muito peso, desenvolveu uma bengala mais leve e com técnica adequada, que passou a chamar-se bengala longa ou Hoover, funcionando como extensão do corpo. A bengala possui tanta importância que, no dia 15 de outubro, festeja-se o Dia Internacional da Bengala Branca (desde 1980). A data foi eleita na França, durante o encontro da União Mundial de Cegos (UMC), que vê na bengala o símbolo da integração na sociedade das pessoas cegas (Organización Nacional de Ciegos, 1938: 38).

A partir da eficiência comprovada desse material, organizou-se o primeiro curso de orientação e mobilidade na Universidade de Boston, e logo após, na Universidade Western Michigan, um outro voltado para adultos, mas relacionado com um programa para a criança e o adolescente cegos, já que eles podem apresentar, na área motora, um comportamento de inatividade, causando-lhe, conseqüentemente, sedentarismo, com possíveis prejuízos físicos, psicológicos e sociais. Os estudos relativos ao tema são recentes, começando a desenvolver-se há duas décadas, aproximadamente (Carol, 1961).

A orientação e a mobilidade, aplicadas na educação da criança e do adolescente cegos, são fruto de estudos e observações, como explica Mira y Lopes (1985: 103). Dentre seus achados, ele nos apresenta:
 
a) há semelhança de etapas de desenvolvimento entre a criança cega e a vidente;

b) os sentimentos de auto-estima e interação são relacionados com a independência física;
 
c) a capacidade de movimentar-se livremente leva o indivíduo a uma melhor participação e a um maior reconhecimento da sociedade.

Essas considerações sugerem que a diferença entre atitudes e comportamentos das pessoas cegas e videntes é tênue, e se estabelece de acordo com a história da relação de cada pessoa com seu ambiente. O que nos leva a acreditar ainda mais no trabalho de conscientização da sociedade na superação de uma das maiores perdas do cego: a adequação social, que poderá ser desenvolvida através de um consistente trabalho de orientação e mobilidade.

Esta adequação social deverá contribuir também na eliminação de estigmas relacionados à cegueira, que levam determinadas pessoas a pensar, por exemplo, que os cegos vivem na eterna escuridão. A relação simétrica entre visão e luz, e entre escuridão e cegueira, culturalmente condicionada, tem prejudicado as relações sociais para o cego, pois assim a cegueira ganha um significado simbólico negativo. Ver é ver a luz, ver é perceber. É um processo passivo, em que nossa rotina é atingida por luz. Segundo Chevalier & Gheerbrant (1994: 570), “a luz é o símbolo patrístico do mundo celeste e da eternidade, enquanto a escuridão é voltar ao indeterminado, onde se misturam pesadelos e monstros”, as “Idéias Negras" podemos encontrar no Novo Testamento mais um simbolismo negativo: “o cego de nascença” simboliza o povo que nunca tomou consciência de sua própria condição de oprimido, e assim não chegou a ver a real condição humana. A desorientação ou orientação inadequada prejudica a mobilidade da pessoa cega, fazendo com que a considerem desajeitada. Para Goffman (1988: 114), “a cegueira pode levar à impressão de falta de cuidado, por isso o cego deve fazer um esforço especial para aprender ou reaprender a propriedade motora”, ou seja, variadas formas de atividades e movimentos corporais. Desse modo, seu deslocamento é um constante aprendizado sobre o próprio corpo e suas relações com outros corpos no espaço.

Admilson Santos, MS, - Professor assistente da Universidade Federal da Bahia (UFBA) / Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

SINDROME DE USHER

A Síndrome de Usher é uma rara desordem genética que relativamente é a principal causa da surdocegueira e que está associado com uma mutação em qualquer um dos 10 genes. Outros nomes para a síndrome de Usher incluem Hallgren síndrome-Hallgren síndrome de Usher, síndrome de disacusia-RP e síndrome de distrofia disacusia retina. Se caracteriza pela associação de retinose pigmentar (RP) e surdez congênita, parcial ou total. É uma doença autossômica, herdada recessivamente.


 É incurável no presente, no entanto, através da terapia genética para substituir o gene em falta, os pesquisadores conseguiram reverter uma forma da doença em camundongos knockout. Pessoas com Usher I nascem com surdez profunda, e começam a perder a visão na primeira década de vida. Eles também apresentam dificuldades de equilíbrio e aprender a andar devagar como as crianças, devido a problemas no seu sistema vestibular. Pessoas com Usher II também nascem surdas, mas não parecem ter problemas com notável equilíbrio, eles também começam a perder a visão mais tarde (na segunda década de vida) e pode preservar alguma visão, mesmo na meia-idade. Pessoas com síndrome de Usher III não nascem surdas, mas a experiência de uma perda gradual da sua audição e visão, pois eles podem ou não podem ter dificuldade de equilíbrio.
É uma condição variável, o grau de gravidade não está intimamente ligado para saber se é Usher 1, 2 ou 3. Por exemplo, alguém com tipo 3 pode ser afetado na infância, mas continuar a desenvolver uma perda auditiva profunda e uma perda muito significativa da visão no início de meia-idade. Da mesma forma, alguém com diabetes tipo 1, que é, portanto, profundamente surdo de nascença, pode manter a visão central muito bem até a sexta década de vida, ou mesmo além. Pessoas com esse tipo 3, que têm uma audição útil com um aparelho auditivo, pode experimentar uma vasta gama de severidade da RP. Alguns podem manter a visão de uma boa leitura em seus anos sessenta, enquanto outros não podem ver a leitura ainda na casa dos quarenta. 
Síndrome de Usher I e II estão associadas com uma mutação em qualquer um dos seis ou três genes diferentes, respectivamente, enquanto apenas uma mutação tem sido associada com Usher III. Desde que a Síndrome de Usher é herdada em um padrão de herança autossômica recessiva, machos e fêmeas têm a mesma probabilidade de herdar a síndrome de Usher. Consangüinidade dos pais é um fator de risco. Filhos de pais que ambos são portadores da mesma mutação têm uma chance de um quarto de herdar a condição e os filhos desses pais que não são afetados têm uma chance de dois terços dos portadores estar. Filhos de pais, onde apenas um dos pais for portador tem uma chance nenhuma de ter a doença, mas têm uma chance de metade de ser um portador. Reconhecido pela primeira vez no século 19, a síndrome de Usher foi a primeira condição para demonstrar que os fenótipos podem ser herdados em conjunto, a surdez ea cegueira são herdados juntos, mas não isoladamente. Os modelos animais da doença humana (como camundongos e zebrafish) têm sido desenvolvidas recentemente para estudar os efeitos dessas mutações genéticas e testar possíveis curas para a síndrome de Usher.
As primeiras publicações, descrevendo a associação de RP e surdez, foram feitas por Von Graefe em 1858 e Liebreich em 1861. Síndrome de Usher é nomeado após o oftalmologista britânico Charles Usher, que examinou a patologia ea transmissão desta doença em 1914, com base em 69 casos. No entanto, foi descrita pela primeira vez em 1858 por Albrecht von Grafe, um pioneiro da oftalmologia moderna. Ele relatou o caso de um paciente surdo com retinite pigmentosa, que tinha dois irmãos com os mesmos sintomas. Três anos depois, um de seus estudantes, Richard Liebreich, analisou a população de Berlim para o padrão da doença de surdez com retinite pigmentosa. Liebreich observou que a síndrome de Usher é recessivo, pois os casos de combinações de surdez-cego ocorreu sobretudo nos irmãos de casamentos relacionadas com o sangue ou em famílias com pacientes em diferentes gerações. Suas observações fornecidas as primeiras provas para a transmissão acoplada de cegueira e surdez, uma vez que não casos isolados de qualquer um poderia ser encontrado nas árvores de família.
Por isso a importância de um diagnóstico precoce pois esta Síndrome compromete os dois sentidos considerados primordiais (visão e audição ) , pois acabam levando o indivíduo a cegueira total na maioria dos casos na fase adulta (a cegueira noturna só aparece com maior intensidade na infância e/ ou na adolescência).
Estatisticamente 10% da população mundial é portadora de algum tipo de deficiência. Por isso nos casos de qualquer sintoma relacionado à surdez e a visão precisamos estar atentos, para identificar a presença da Síndrome de Usher. Portanto, percebendo:
• Surdez profunda ou severa que apresentem cegueira noturna.
• Surdez leve a moderada que apresente cegueira noturna.
• Surdez progressiva (indivíduo que nasceu com uma pequena perda auditiva e vai aumentando o grau de perda levando o indivíduo a surdez profunda) com cegueira noturna na infância.
• Presença de cegueira noturna (quer dizer presença de retinose pigmentar) que é encontrada nos três tipos da Síndrome de Usher :é um sinal de alerta para a família.

• Quando percebermos estes sinais de alerta é necessário, buscar a confirmação do diagnóstico consultando uma equipe de médicos: Otorrinolaringologista, oftalmologista e o departamento de genética onde deve começar a busca de informações sobre a Síndrome de Usher.
A Retinose Pigmentar pode ser encontrada em indivíduos que não são surdos, mas leva o indivíduo gradativamente a perda visual porque é progressiva e degenerativa
Por tanto as pessoas com de Síndrome de Usher , assim como a família devem ser orientados quanto aos procedimentos de mobilidade e comunicação que deverão aos poucos sendo adotados , seguindo a evolução da patologia. Com certeza necessita-se de um diagnóstico precoce e preciso sobre a Síndrome de Usher, porque falar de diagnóstico é falar de qualidade de vida. Necessita-se de uma equipe de profissionais para que possam desenvolver um bom trabalho com pessoas com Síndrome de Usher.
O objetivo deste informativo é levar ao indivíduo com Síndrome de Usher e a sua família a obter informação e o conhecimento dos recursos necessários ao trabalho de reabilitação , para que possam juntos e auxiliados por uma equipe participar ativamente na tomada de decisões sobre sua formação e seu futuro, integrando-se socialmente.

Atendimento às necessidades iniciais:
• Informação sobre as características da Síndrome;
• Apoio psicológico, em cada etapa;
• Introdução de técnicas para orientação no espaço e mobilidade
• além das técnicas de comunicação e pedido de ajuda.
Acompanhamento dos sujeitos
Apoio psicológico: para os sujeitos e para os familiares.
Acompanhamento à família:
 • No momento do diagnóstico: junto ao profissional do Setor de Estimulação Visual, deve-se discutir procedimentos que possibilitem à família compreender a importância de haver um diagnóstico diferencial
• No momento da confirmação do diagnóstico: Junto aos profissionais envolvidos no atendimento; esclarecer à família sobre a confirmação do diagnóstico, levantando o nível de entendimento da situação, dificuldades encontradas, necessidades específicas e recursos utilizados frente a situação;
 • Suporte Emocional e de informação ao aluno e à família: fornecendo dados que possibilitem a compreensão da situação bem como buscar estratégias que possam favorecer o desenvolvimento mais rápido possível, de situações que promovam a independência e a percepção das limitações e o entendimento e aceitação destas, na medida em que for necessário.
Apoio de técnicos de comunicação, protetização- Necessário para o desenvolvimento de sua capacidade comunicativa. Procura-se estimular a capacidade para a leitura labial e a discriminação dos sons considerados de sobrevivência( perceber buzina de carro, batida de porta, cachorro latindo, vozes em intensidade alta, para os casos de surdez profunda). Nesses casos o uso do Aparelho Auditivo-AASI, também vem favorecer como pista de ambiente e de referência pessoal, facilitando sua integração e contato com o mundo que o cerca. Nos casos de perdas mais leves, reforçam a comunicação e forma de contato.
Libras - para a comunicação com os demais e meio de assimilar informações do mundo à sua volta , o trabalho de fonoaudiologia é integrado com o setor pedagógico e com os reabilitadores especializados em deficiência auditiva.
Apoio do terapeuta ocupacional para desenvolver atividades de vida diária e adaptações necessárias para a reabilitação.
 Apoio do setor social: no contato imediato com a família.


www.fiocruz.br/.../Bis/.../sindrome-usher.htm -


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

LEI DE COTAS

O ano de 2011 começa com atualizações de multas por desrespeito a Lei de Cotas e com mudanças em Norma Regulamentadora (NR12) prevendo a prevenção de acidentes de trabalho às pessoas com deficiência que trabalham com máquinas e equipamentos. E tem mais novidades como o estudo da RAIS 2009 no apoio a formulação de políticas públicas locais como é o caso do estudo do Observatório do Trabalho de Osasco e Região. A partir de 01 de janeiro de 2011 qualquer empresa que for flagrada descumprindo a Lei de Cotas (ou não garantindo vagas reservadas as pessoas com deficiência) poderá receber multas que variam de R$1.523,57 a R$152.355,73.A informação está prevista na Portaria Interministerial MPS/MF nº568 publicada no Diário Oficial da União de 04/01/2011.

A Lei de Cotas também determina:

Vagas de acordo com o tamanho da empresa

100 a 200 empregados 2%

201 a 500 empregados 3%

501 a 1000 empregados 4%

1001 ou mais empregados 5%

Vagas no concurso público:

É garantida a reserva de 5% das vagas em todo concurso público, em igualdade de condições com os demais candidatos, para as pessoas com deficiência.


Dispensa só com contratação

A dispensa de trabalhador reabilitado ou de deficiente habilitado o final de contrato por prazo determinado de mais de 90 dias, e a imotivada, no contrato por prazo indeterminado, só poderá ocorrer após a contratação de substituto de condição semelhante.

2-Reformulação de Norma de Segurança para Proteção de Máquinas exige adaptações para trabalhadores com deficiência, a partir de janeiro de 2011.

Depois de vários anos de debates tripartites envolvendo o Ministério do Trabalho, empregadores e trabalhadores, finalmente foi publicada no Diário Oficial da União de 10/01/2011 a nova redação da Norma Regulamentadora Nº12 que tem validade em todo território nacional. A novidade está no artigo 12 que em seu item 12.3 exige que “o empregador deve adotar medidas de proteção para o trabalho em máquinas e equipamentos, capazes de garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores, e medidas apropriadas sempre que houver pessoas com deficiência envolvidas direta ou indiretamente no trabalho”.


O item12. 4 da mesma norma traz outro avanço ao considerar medidas de proteção, a ser adotadas nessa ordem de prioridade:

a) medidas de proteção coletiva;

b) medidas administrativas ou de organização do trabalho; e

c) medidas de proteção individual.

Para acessar a norma completa basta entrar no site do Ministério do Trabalho.

3-Observatório do trabalho lança estudo sobre pessoas com deficiência

Observatório do Trabalho de Osasco e Região (SDTI/PMO) e DIEESE lançou este mês estudo sobre a inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Foi elaborado por meio de informações da RAIS/MTE 2009. O estudo permite analisar o quadro da inclusão e a formulação de políticas públicas locais para o setor.



Mais informações através do e-mail



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

PROBLEMAS VISUAIS NA TERCEIRA IDADE

A DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade) é uma das principais causas de perda visual na terceira idade, sendo decorrente de uma degeneração progressiva da região central da retina, chamada de mácula, que pode surgir com o passar da idade em algumas pessoas, principalmente naquelas onde já tenham ocorrido casos na família ou em portadores de hipertensão arterial e obesidade e em fumantes. Curiosamente, pessoas com pele clara ou que se exponham excessivamente aos raios solares também estão mais propensas a desenvolver DMRI. Visitar periodicamente seu Oftalmologista, especialmente se você ou um de seus familiares se enquadram nas situações acima, pode interromper precocemente este tipo de perda de visão.A partir dos 40 anos de idade há maior probabilidade da ocorrência de problemas visuas, o que aumenta muito a partir dos 60 anos. A partir dos 80 anos são bem comuns alterações degenerativas. O ideal é que todos façam, regularmente, uma avaliação oftalmológica, o que deve ser intensificado no idoso. A maior atenção ao idoso é decorrente de comummente apresentar hipertensão arterial e diabetes mellitus, que podem levar a alterações oculares importantes.

As principais alterações da retina na terceira idade são a degeneração macular, a retinopatia diabética e o descolamento da retina. A retina é o local do olho que transmite os impulsos luminosos para o cérebro permitindo a visão. A lesão da retina pode produzir distúrbios da visão, como o aparecimento de manchas, pontos luminosos, imagens distorcidas e também a perda da visão. É uma causa de diminuição da visão no idoso.

Destaca-se a catarata (opacificação do cristalino), doenças da retina ou retinopatia ( principalmente a degeneração macular ) e o glaucoma como as principais causas de diminuição da visão. A perda transitória da visão, quando surge uma cortina em um de nossos olhos que permanece por algum tempo (amaurose fugaz) é um problema associado ao acidente vascular cerebral e à obstrução de artérias cerebrais. A visão dupla (diplopia) sem alterações de nossa acuidade ocorre nas inflamações dos nervos responsáveis pela movimentação dos olhos , como no diabetes, por exemplo , sendo então denominada neurite diabética.
Na catarata a visão começa a ficar borrada e os objetos ficam distorcidos. Há dificuldade para determinar cores, dificuldade de se enxergar com muito sol e também para dirigir à noite. Ocorre a degeneração do cristalino que leva a diminuição progressiva da visão. Existe uma opacificação do cristalino, que tem prejudicada a sua função de lente para focalizar objetos. Ocorre na terceira idade como um processo natural de envelhecimento do cristalino, mas pode também surgir em conseqüência de doenças como o diabetes ou do uso incorreto de medicamentos como a cortisona. Pode também ser devida a um trauma ou ainda ser congênita.

A cirurgia é o único tratamento que corrige a catarata. Consiste em retirar o cristalino opacificado substituindo-o por um artificial (lente intra-ocular).Nem sempre há necessidade de cirurgia e a sua indicação envolve vários fatores, como a idade, estado geral, grau de diminuição da visão e potencial de recuperação. Quando a catarata esta associada a distúrbios da retina por exemplo, a colocação de lentes artificiais esta contra-indicada.

É muito importante o estudo prévio do olho e da visão antes da realização do implante da lente artificial, o que é feito através do cristalino opacificado utilizando-se aparelhamento especial. Desta maneira pode-se saber se a pessoa voltará a enxergar após a cirurgia, ou qual será o seu grau de recuperação.

A retinopatia diabética pode levar a cegueira, por isso a necessidade de avaliação médica freqüente, tanto para controle do nível do açúcar no sangue, quanto para avaliação oftalmológica. O glaucoma (pressão aumentada dentro dos olhos) é uma outra condição importante que pode levar à cegueira e que deve ser tratada diariamente com colírios e receber avaliação médica para a medida da pressão intra-ocular. No idoso, normalmente pode aparecer a catarata, que é uma condição passível de correção cirúrgica, com estabelecimento da visão, caso seja realizada em tempo adequado.

A degeneração macular pode ocorrer em torno dos 80 anos de idade, representando degeneração da área mais central e mais vital da retina, levando a importante perda visual. Os erros de refração são comuns, como miopia (dificuldade de enxergar de longe) e hipermetropia (dificuldade de enxergar de perto). Os óculos devem ser regularmente revisados, principalmente naqueles pacientes que apresentam hipertensão arterial e diabetes. Nos diabéticos é fundamental que se mantenha adequado o controle dos níveis glicêmicos, já que a retinopatia diabética, decorre desse descontrole, podendo causar grandes danos visuais irreversíveis ou ainda cegueira.

O controle oftalmológico é essencial para se preservar a saúde visual e se evitar outros problemas, como aqueles oriundos de quedas favorecidas por distúrbios visuais. Dados evidenciam o aumento progressivo da cegueira e deficiência visual no mundo, que pode ser atribuído, em especial, ao crescimento populacional, ao aumento da expectativa de vida, à escassez de serviços especializados, às dificuldades de acesso da população à assistência oftalmológica, às dificuldades econômicas e à ausência/insuficiência de esforços educativos que promovam a adoção de comportamentos preventivos. Frick & Foster ressaltaram que, se não ocorrerem intervenções

A OMS prevê o acelerado crescimento da cegueira de um a dois milhões de casos por ano, provavelmente dobrando o número total de casos ao redor do ano 2020, a não ser que sejam disponibilizados recursos suficientes para a prevenção.



© 2000 BoaSaúde.com
F Centro de Estudos de Oftalmologia “Moacyr E. Álvaro” - CEO
Fonte: www.portaldoenvelhecimento.net




segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

ÁRVORES NA CALÇADA como tornar acessível...













Para plantar uma árvore corretamente, existem fatores que devem ser levados em consideração. Um deles é a escolha da espécie adequada ao local onde se deseja que ela habite. Se for em calçadas de ruas e avenidas de áreas muito urbanizadas, começam os problemas. Porque sem saber, você pode colocar uma árvore cujas raízes sejam "superficiais" e quando ela estiver adulta, começa a quebrar calçadas estreitas e sem abertura em volta do tronco das mesmas, podendo causar algum transtorno ao passeio público. Outro problema é plantar espécies que estão sujeitas a pragas e até doenças cujas origens em alguns casos ainda são desconhecidas, como uma doença que afeta as árvores chamadas popularmente de Brasileirinho.

Mostramos nestas fotos a colocação inadequada de árvores em calçadas que incomodam o passeio publico não apenas de pessoas com deficiência mas de quaisquer pessoas árvores no centro de calçadas, com copas que tomam conta de todo espaço que deveria ser utilizado pelos pedestres enfim inúmeras situações que realmente atrapalham.

Existem várias espécies de plantas que apresentam princípios ativos com ação tóxica em alguma de suas partes. As maiores vítimas de tais plantas são as crianças, menores de cinco anos, e os deficientes que na maioria das vezes encontram as plantas em casa e as colocam na boca. O perigo da intoxicação é bem grande e pode ser classificada em aguda, crônica e fulminante. Cerca de 2.000 pessoas sofrem de intoxicação provocada por alguma planta. É importante manter plantas como: mamona, comigo-ninguém-pode, saia-branca, coroa-de-cristo, pinhão-branco, buchinha, charuto-do-rei, aroeira, alamanda, azedinha e outras, que também são tóxicas, longe do alcance de crianças e deficientes intelectuais, buscar informações sobre cada uma e tomar cuidado para não permitir que o látex liberado por elas toque a pele. Caso ocorra intoxicação é necessário procurar imediatamente um médico, guardar a planta e não tomar líquidos. Muitas dessas plantas são cultivadas em casa, na vizinhança, em praças públicas, ao alcance das crianças. Por isso, a identificação é tão importante. O Sinitox (Sistema Nacional de Informações Toxico Farmacológicas) enumerou as 16 espécies mais comuns no Brasil: tinhorão, comigo-ninguém-pode, taioba-brava, copo-de-leite, saia-branca, aroeira, bico-de-papagaio, coroa-de-cristo, avelós, urtiga, espirradeira, chapéu-de-napoleão, cinamomo, mandioca-brava, mamona e pinhão-roxo. Você já ouviu falar na planta Coroa de Cristo? Uma planta decorativa, mas com um "leite" altamente tóxico. Contêm compostos que são irritantes para a pele e para as mucosas.

O látex destas plantas é um fluído leitoso que contém um aglomerado de materiais de baixa densidade, comuns aos látices, e várias enzimas (conhecidas como forbaínas), bem como terpenos, alcalóides, vitaminas, carboidratos, lipídeos e aminoácidos livres Não está esclarecido o princípio responsável pela ação cáustica do gênero, no entanto, alguns autores relatam a presença de ésteres de forbol em todas as espécies.


A exposição aguda da pele ao látex causa uma condição inflamatória direta sobre a epiderme, que é caracterizada por vermelhidão, inchaço, dor e necrose dos tecidos. Quando partes da planta são ingeridas, desenvolve-se uma sensação de queimação nos lábios, na língua e na mucosa bucal. Subseqüentemente surgem dores intestinais, vômitos e diarréia. O contato com os olhos pode levar ao desenvolvimento de conjuntivites, queratites e uveites, juntamente com inchaço das pálpebras e fechamento dos olhos devido ao edema. Todos os sintomas ocorrem imediatamente e podem durar várias horas ou dias após a exposição relatam que os pacientes que tiveram seus olhos acidentalmente instilados com o látex não apresentaram injúrias oculares significantes, quando tratados imediatamente. Entretanto, pacientes que demoraram em procurar ajuda médica apresentaram complicações como úlcera corneal, perfuração da córnea e conseqüente cegueira.

Em todas as ocorrências o tratamento foi sintomático. No caso do contato com a pele, quando medidas de higiene (como lavagem prolongada do local) forem tomadas a tempo, não ocorre o desenvolvimento de lesões sérias. Em caso de formação de vesículas ou pústulas, devem ser tomadas medidas de precauções contra o aparecimento de infecções secundárias. Se o contato for com os olhos, após lavagem prolongada com grande quantidade de água corrente, é recomendado o uso de colírios anti-sépticos. Em lesões mais graves, é aconselhado o uso de corticóides e anti-histamínicos. Nos casos de ingestão, a lavagem gástrica é desnecessária, sendo recomendada somente se a quantidade de planta ingerida for considerável. A administração de carvão ativado, de laxantes, de analgésicos e de demulcentes, como leite e óleo de oliva, é recomendada.



É preciso tomar cuidado com plantio de árvores, ao quebrar a calçada e não danificar os encanamentos da rua. E, no futuro, a árvore não poderá crescer a ponto de interferir nas fiações elétricas. As árvores mais indicadas são as de pequeno porte, que sobrevivem num ambiente adverso e tem boa adaptação a diversos climas. É bom que a espécie escolhida não tenha folhas pequenas nem muito lisas e flores sumosas, para evitar que os pedestres escorreguem. As árvores também não devem apresentar princípios tóxicos, espinhos ou raízes superficiais que danifiquem calçadas, construções ou tubulações subterrâneas. É preciso evitar árvores que necessitam de poda constante, tenham caule mole ou sejam suscetíveis ao ataque de cupins e brocas. Algumas árvores boas para o plantio são o ipê-amarelo, a quaresmeira, o manacá-da-serra, a bauhínia e o resedá. Por outro lado, deve-se evitar o eucalipto, o ficus, o flamboyant, a paineira e a seringueira.
Nada contra o conceito de calçadas vivas; elas podem ser compreendidos de seis maneiras: calçadas verdes, acessíveis, ecológicas, inteligentes, mobiliadas e saudáveis. Calçada adequada é aquela onde todas as pessoas possam circular por ela sem correr risco de vida, risco de quedas, em nome da melhor estética e aparência muitas vezes deixamos de enxergar o obvio acessibilidade direito de todos. Infelizmente o planejamento das calçadas e a arborização das ruas é frequentemente relegado à categoria de “palpite”, e cada um vai plantando o que quer e o que gosta, sem saber dos riscos que as eventuais escolhas erradas podem trazer, tanto para as vias públicas quanto para as próprias residências. Se o assunto é plantar árvores em calçadas, é importante que se saiba que não é adequando plantar qualquer espécie, em qualquer lugar. É preciso levar em consideração um grande número de fatores, sendo que o primeiro deles diz respeito às proporções do local, com relação à expectativa de crescimento da árvore a ser plantada.

Árvores de grande porte exigem muito espaço, e precisam ser plantadas de acordo com uma expectativa de crescimento de pelo menos 15 a 20 anos. Algumas espécies exigem espaço amplo também sob a terra, para crescimento das raízes, com o risco de afetarem muros, calçamentos, paredes da casa e a própria área de circulação da rua, se seu plantio não for devidamente planejado.



Além do aspecto estético, que é o que geralmente nos mobiliza prioritariamente na hora de escolher as árvores de nossas calçadas, é aconselhável conhecer as características da planta, com relação ao crescimento das raízes, troncos e copas, a produção de resíduos – há espécies que sujam muito as ruas, pela queda constante das folhas – e até pelas exigências de podas, porque muitas dependem de cuidados e manutenção constante, para que cresçam de acordo com o que se espera delas. A escolha da árvore na calçada vai afetar, por exemplo, a rede elétrica, motivo pelo qual não se deve plantar árvores muito copadas e altas nas calçadas, do lado da rua em que existem postes e fios. A altura e densidade das copas também afetam a circulação de veículos, e dependendo da largura da rua, podem dificultar ou impedir o trânsito de caminhões, inclusive os de serviços públicos, que podem ser indispensáveis ao atendimento da comunidade em torno.



Outros cuidados dizem respeito às necessidades das próprias espécies, como o clima, a quantidade de sol e de umidade, e o tipo de solo, que são fatores que precisam ser respeitados, se o que se quer é uma planta plena e saudável. As trepadeiras, por exemplo, precisam de algum local para se apoiar, com o risco de crescerem demais e despencarem. Já as amendoeiras, tão comuns nas ruas de tantas cidades pelo país afora, precisam de poda dos galhos superiores e inferiores, para tomarem o formato copado que as fazem tão bonitas. Várias outras espécies exigem a correção das copas, para que se lhes possam dar os formatos mais indicados, não apenas no aspecto do paisagismo, também para manter a saúde e funcionalidade.

As prefeituras deveriam elaborar um mapa com a localização de cada árvore, para criar um guia, com orientações sobre o tipo que deve ser plantado em cada bairro. O cadastramento da cobertura arbórea vai identificar a espécie ideal, obedecendo às características do lugar.

Qualquer plantio em via pública implica em responsabilidade civil, embora essa raramente seja cobrada e fiscalizada. Os cuidados necessários ficam, portanto, mercê da consciência de cada um. Mas nunca é demais que sejamos conscienciosos e tomemos os cuidados necessários, porque aquilo que é publico também pode nos afetar. Usar algumas horas para estudar e mergulhar no mundo das plantas, descobrindo as espécies adequadas às nossas necessidades, também pode se transformar num grande prazer além da consciência que devemos ter no cumprimento da nossa parte em todo este contexto.


www.fiocruz.br/sinitox/agrotoxicos/agrotoxicos.htm -
butantasp.acharei.com.br/.../mzt_arquitetura_paizagismo_e_construcao_ltda.ht